OPAS manifesta preocupação com rápida expansão da pandemia nas Américas

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu aos países que abordem as emergências de saúde, sociais e econômicas da COVID-19 juntas, expressando profunda preocupação com a rápida expansão da pandemia do novo coronavírus nas Américas.

“A pandemia nos forçou a lidar com três emergências ao mesmo tempo: a de saúde, a social e a econômica.

Para ter sucesso, precisamos de uma abordagem conjunta”, disse Etienne.

“Os países devem apoiar suas economias enquanto constroem fortes redes de proteção social e adotam medidas de saúde pública baseadas em evidências, essenciais para salvar vidas”.

A diretora da OPAS alertou para a rápida expansão da COVID-19 no continente americano. “Nossa região levou três meses para atingir 1 milhão de casos, mas menos de três semanas para atingir quase o dobro desse número”, pontuou.

Mais de 1,74 milhão de casos da doença foram relatados nas Américas, com mais de 104 mil mortes.

A necessidade de controlar a pandemia é urgente, uma vez que, na semana passada, houve um aumento relativo de 18% nos casos e de 23% nas mortes em comparação à semana anterior na região.

Entre 4 e 11 de maio, mais de 96 mil casos adicionais, incluindo 5.552 mortes, foram relatados na América do Sul. Isso representa um aumento relativo de 45% nos casos e de 51% nas mortes em comparação com a semana anterior.

Na América do Sul, os sistemas de saúde em grandes centros urbanos, como Lima e Rio de Janeiro, estão ficando rapidamente sobrecarregados.

O impacto da COVID-19 nas grandes cidades da bacia amazônica também se estende a “cidades menores e comunidades remotas, incluindo áreas indígenas, onde o acesso à assistência médica é desafiador”, disse Etienne.

A OPAS continua a coordenar a resposta entre os países, “mas pedimos às autoridades nacionais e locais de saúde que trabalhem ainda mais estreitamente para conter a disseminação do vírus e apoiar a capacidade do sistema de saúde”, disse a diretora da Organização em uma entrevista coletiva realizada na última terça-feira (12).

Economia e saúde pública

Etienne observou que o aumento do desemprego está levando milhões de famílias à pobreza. “Enquanto permanecermos neste estágio perigoso da pandemia, recursos financeiros são necessários para ajudar as pessoas a lidarem com os impactos econômicos de ficar em casa ou sem trabalho. Isso é essencial para manter o vírus sob controle e reduzir a duração dessa crise em cada país”.

“Os chefes de Estado e os ministros da Saúde e Economia enfrentam o mesmo dilema: como manter sua população segura e também proteger os meios de vida de famílias e comunidades.

É um equilíbrio difícil de encontrar, mas não impossível”, alegou a diretora da OPAS.

Etienne anunciou que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a OPAS trabalharão juntas para moldar um novo paradigma, no qual sistemas de saúde resilientes e cobertura universal de saúde sejam vistos como chave para o crescimento econômico e a proteção social.

“Somente quando controlarem a transmissão, os países estarão em condições de implementar um período de transição cauteloso e bem planejado”, afirmou a diretora da OPAS, organismo internacional que está trabalhando em estreita colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e outros para ajudar a coordenar a resposta econômica à pandemia, observou.

“A COVID-19 nos lembra de que, quando investimos em sistemas de saúde, mantemos nossas pessoas seguras e nossas economias fortes.

Quando garantimos o acesso aos serviços de saúde para todos, reduzimos a desigualdade e construímos sociedades mais resilientes”, finalizou Etienne.

Fonte: Dourados Agora

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