Em mais de 20 países, o domingo foi de #StopBolsonaro

“Ele é uma ameaça para todo o mundo”

Luta contra Bolsonaro também na República Dominicana (Mídia Ninja)

A capital federal foi palco, neste domingo (28), de uma nova manifestação simbólica em memória dos mais de 57 mil mortos pelo coronavírus no país. Fincando 1 mil cruzes brancas em frente ao Congresso Nacional, os participantes do ato também bradaram a frase “Stop Bolsonaro” (“Pare, Bolsonaro”, em tradução literal), em protesto contra a postura do presidente da República diante da pandemia, que atingiu a marca de mais de 1,3 milhão de brasileiros infectados.  

A ação faz parte de um movimento internacional chamado ‘StopBolsonaroMundial’ e ocorre hoje em pelo menos 70 cidades de 24 países. A ideia surgiu a partir da mobilização de brasileiros que vivem no exterior. República Dominicana, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Inglaterra e Nova Zelândia estão entre os pontos do globo que entraram na rota dos protestos.


Em sintonia com o movimento “Stop Bolsonaro”, manifestantes protestam em Londres, capital da Inglaterra / Marcella Haddad

O ato nas imediações do Congresso também teve caráter ecumênico, com destaque para uma cerimônia que reuniu católicos, anglicanos, evangélicos, espíritas e membros de religiões de matrizes africana e indígena.  São Paulo foi um dos pontos de mobilização no país, com concentração de manifestantes na Avenida Paulista.


Em São Paulo, Avenida Paulista foi o ponto de concentração dos manifestantes / Fábio Barbosa/ Diretório Digital do PT do Butantã

No país, o ato foi organizado pelo Coletivo Resistência e Ação, formado por membros de partidos de oposição. “Bolsonaro não é uma ameaça apenas para o Brasil, mas para o mundo. Sua atitude diante da pandemia e da destruição ambiental colocam toda a humanidade em risco”, criticou, pelo Twitter, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que se juntou aos manifestantes. Na rede social, as hashtags “#stopBolsonaro” e “#stopbolsonaromundial” figuraram entre as 15 mais comentadas no Brasil.  


Performance durante ato em Aarhus, na Dinamarca / Mariana Gil

Disputa

O movimento se contrapõe às iniciativas de apoio ao presidente da República, em especial aos grupos que atacam os Poderes Legislativo e Judiciário e defendem a ampliação do poder militar sobre a gestão pública no país, além de negarem os riscos relacionados à pandemia e criticarem o isolamento social. Neste domingo, por exemplo, mais uma vez a capital federal foi palco de uma manifestação dessa natureza.

Um grupo com cerca de 50 participantes se reuniu diante do Quartel-General do Exército para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente por conta do chamado “inquérito das fake news”, que mira membros do clã Bolsonaro e apoiadores, e para pedir intervenção militar, o que é inconstitucional.  

A mobilização tem, entre seus apoiadores, nomes que foram alvo de operações da Polícia.

Fonte: Conversa Afiada

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