A cinco dias da eleição presidencial nos EUA, Filadélfia decreta toque de recolher

Cidade mais populosa do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, tem duas noites seguidas de protestos violentos para conter distúrbios após homem negro ser morto por policiais

(Foto: Paulo Emílio)

A prefeitura da Filadélfia decretou nesta quarta-feira (28) toque de recolher, em meio a uma onda de protestos e choques violentos motivados pelo assassinato de um homem negro por policiais.  

As manifestações começaram na segunda-feira, após um homem negro com problemas mentais ser morto a tiros por dois policiais. Os atos podem reativar uma onda de protestos antirracistas no país a apenas cinco dias das eleições presidenciais, informa o G1.

Donald Trump culpou a gestão municipal, que é democrata, pela violência nos protestos. Na noite de terça-feira (27), manifestantes e policiais entraram em confronto e houve registros de vandalismo e saques.

O governador do estado da Pensilvânia, Tom Wolf, anunciou a mobilização de centenas de soldados da Guarda Nacional na cidade para “proteger o direito de reunião e o protesto pacífico, mantendo as pessoas a salvo”.

Conquistar a Pensilvânia é crucial para Trump e Biden? Ali os candidatos se empenham para arrebatar os 20 delegados do estado onde o presidente venceu há quatro anos por menos de 1 ponto, mas está em desvantagem em relação ao democrata.

Na média das pesquisas compiladas pelo site Real Clear Politics, o democrata mantém a dianteira desde o início da campanha, agora com 3,8 pontos de diferença. Trump visitou a Pensilvânia três vezes este mês. 

Numa campanha eleitoral tão insólita como a de 2020, em que os comícios são regulados pela pandemia, o presidente Donald Trump e o adversário Joe Biden não saem da Pensilvânia. Tornou-se crucial para ambos arrebatar os 20 delegados do estado conquistado há quatro anos pelo republicano com menos de 1 ponto de diferença.

O presidente sabe que, se vencer na Pensilvânia e na Flórida, suas chances de reeleger-se na próxima semana aumentam muito, afirma a jornalista Sandra Cohen no G1.

Fonte: Brasil 247

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