Review de ‘Call of Duty: Black Ops Cold War’: missões variadas são destaque

Bons gráficos, som potente e multiplayer divertido fazem parte do novo game da Activision

Desde a época do PlayStation 2, ‘Call of Duty‘ sempre foi um dos meus jogos de guerra favoritos. Os combates eram frenéticos e a história de todos eles sempre me interessou bastante. Quando o foco mudou – e a guerra futurista foi implementada – meu interesse diminuiu bastante. Chegou um ponto em que deixei de consumir os títulos.

No entanto, a série ‘Black Ops’ serviu como um alívio para uma franquia que se perdeu bastante em alguns jogos. E com ‘Cold War‘, essa sensação de novidade está de volta. Vale lembrar também que esse game, apesar de ser o sexto da série derivada, é uma continuação direta do primeiro título, chamado apenas de ‘Call of Duty: Black Ops’, lançado em 2010.

Apesar de não ter como pano de fundo uma guerra como nos jogos anteriores, o game conta com flashbacks que colocam o jogador na batalha do Vietnã. No entanto, o destaque fica por conta dos combates ambientados durante a Guerra Fria, na década de 1980, época em que o game se passa.

Antes de começar a falar sobre os pontos positivos e negativos do game, quero destacar o trabalho dos dubladores da versão brasileira do título. São vozes impactantes e que combinam perfeitamente com os personagens – além da trilha sonora que, se ouvida com um fone potente, pode te deixar com a sensação de que está no meio do conflito.

Os gráficos do game também impressionam, principalmente na parte das expressões faciais dos personagens. Quer conferir um pouco do que achamos do game? Confira a live feita pelo Olhar Digital. A versão jogada na ocasião foi de PlayStation 5

História

Aqui, a segurança dos Estados Unidos está sendo ameaçada por um agente soviético chamado Perseus que roubou uma bomba nuclear. Para impedir um conflito, o presidente norte-americano, Ronald Reagan, autoriza que uma missão clandestina seja executada com o objetivo de encontrar o ladrão e recuperar o explosivo.

A partir daí o jogo se inicia. Assumimos o papel de um agente conhecido apenas como “Bell”. Apesar de ser um personagem bastante misterioso, podemos nos aproximar dele, já que, em certo momento, é possível darmos um nome e características para o agente, mas isso fica restrito apenas à essa ocasião. 

Apesar da história parecer bastante simples, o jogo se destaca justamente pela variedade de missões disponíveis. Temos os tiroteios comuns, bastante conhecidos pelos fãs da franquia, mas também há momentos de calmaria, principalmente em uma missão em que devemos nos infiltrar no prédio da KGB.

Essas mudanças adicionam uma camada maior à história, fazendo com que não fiquemos presos ao mesmo tipo de jogabilidade o game inteiro. Além disso, ao passearmos pelos cenários, há algumas surpresas, como máquinas arcade de games antigos – ‘Pitfall’, ‘Enduro’ e ‘River Raid’ são apenas alguns dos exemplos. E o melhor de tudo, os clássicos são jogáveis. Essa foi uma ideia bastante interessante da Activision.

Reprodução

Há também um sistema de escolhas narrativas que, dependendo da alternativa indicada, pode levar a três finais diferentes. Apesar de não ser nada tão profundo como os diálogos de um game da Telltale, por exemplo – em que as escolhas impactam e muito no final -, essa mecânica serve como uma forma de variação de gameplay e garante o fator replay – isso se você quiser ver todos os desfechos disponíveis.

Missões

Como dito, as missões são bastante variadas e fazem com que o jogo não fique massivo após algumas horas. O destaque fica por conta das tarefas que devem ser feitas de maneira furtiva. Basta um movimento em falso para ser encontrado ou ter seu disfarce comprometido.

Em um momento específico, por exemplo, você está vestido como um dos guardas da KGB e deve eliminar um alvo específico para obter um item para prosseguir. Há diversas maneiras de fazer isso, mas cada uma delas pode alertar guardas diferentes ou resultar no fim da missão.

O interessante do título é que você não precisa seguir necessariamente a ordem de missões imposta. Assim que uma é finalizada, você tem acesso a um quadro de tarefas em que as próximas fases estão descritas.

Enquanto analisa as pistas coletadas, é possível ir para uma missão secundária ou simplesmente prosseguir até o fim da campanha, que, apesar de ser muito boa, é relativamente curta – tendo cerca de seis horas de duração.

Multiplayer e Zombies

Apesar de ter uma campanha interessante, ‘Cold War’ se destaca em suas opções multiplayer. No game, os jogadores têm à disposição diversos modos diferentes de jogo, como os já conhecidos Mata-Mata em Equipe, Dominação e Localizar e Destruir.

Porém, nesta edição há três novas modalidades que dão um ar de novidade ao multijogador. Estamos falando de Bomba Suja, Armas Combinadas e Escolta VIP.

Reprodução

No primeiro deles, várias equipes buscam urânio em um mapa aberto. Com uma quantidade suficiente, é possível armar bombas que podem ser usadas contra os adversários. Enquanto isso, times rivais podem roubar os suprimentos e as bombas. É bastante divertido, apesar de confuso em alguns momentos.

Em Armas Combinadas, as equipes alternam entre os modos Dominação e Assalto em mapas gigantescos. Por fim, o Escolta VIP coloca duas equipes em campo, uma contra a outra, em uma verdadeira batalha de gato e rato. Um dos membros de cada time é designado como VIP e, a partir disso, os aliados devem protegê-lo e os adversários têm a missão de matá-lo.

O já famoso modo zumbi também deu as caras em ‘Cold War’. Aqui, ele continua bastante divertido e conta até com uma narrativa própria. O que torna a experiência mais amigável com quem nunca jogou essa opção do jogo.

Durante as partidas, os jogadores podem equipar uma variedade grande de armas e habilidades para matar os zumbis. O usuário ainda pode escolher como quer enfrentar os mortos-vivos, se online ou com mais três amigos localmente.

Conclusão

‘Call of Duty: Black Ops Cold War’ é um ótimo exemplo de como a franquia conseguiu se reinventar na questão da campanha ao mesmo tempo em que mantém um multiplayer bastante consistente e divertido.

Vale lembrar que, como esse é um título lançado para duas gerações simultâneas, é possível transferir todo o progresso de um console para o outro. Isso também vale para as partidas multijogador, independente da geração, todos jogam juntos.

Vale a pena se você procura um bom e divertido modo online e uma campanha que pode te surpreender com uma história interessante e bem construída. ‘Call of Duty: Black Ops Cold War’ está disponível para PCPlayStation 4PlayStation 5Xbox One e Xbox Series S/X.

Para testar o game e realizar a live, a Activision forneceu ao Olhar Digital cópias do game para Xbox Series X e PlayStation 5.

Fonte: Olhar Digital

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