CFM assume que vai manter parecer pelo tratamento precoce, que é ineficaz e perigoso

247 – O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, defendeu o tratamento precoce para o combate ao coronavírus com remédios como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina. “Existem na literatura médica dezenas de trabalhos científicos mostrando benefício com o tratamento precoce com as drogas citadas acima”, diz ele em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo.

O artigo é de caráter negacionista e contraria a posição da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da a Organização Mundial de Saúde (OMS) e das maiores autoridades médicas e científicas do planeta pra quem não há um “tratamento precoce” eficiente para a Covid-19. 

A lista de entidades reguladoras e médicas que contradizem a posição do presidente do CFM é quase infindável. 

A agência regulatória norte-americana, o FDA, elenca uma lista de medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19. Entre eles: fosfato de cloroquina, sulfato de hidroxicloroquina e ivermectina.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento precoce para Covid-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro).

A orientação da SBI está alinhada com as recomendações de sociedades médicas científicas e outros organismos sanitários nacionais e internacionais, como a Sociedade de Infectologia dos EUA (IDSA) e a da Europa (ESCMID), Centros Norte-Americanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Mas para o presidente do Conselho Federal de Medicina do Brasil que aparece na foto desta reportagem sorridente ao lado de Jair Bolsonaro, o tratamento precoce pode funcionar. 

Em entrevista à TV 247, o médico Alexandre Kawassaki, um dos maiores pneumologistas do Brasil, afirmou taxativamente que “não existe tratamento precoce”.

Fonte: Brasil247

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