epa04148201 Judges in the courtroom prior to the announcement of a verdict in the case against Japanese whaling at the International Court of Justice (ICJ), in The Hague, The Netherlands, 31 March 2014. Australia in 2010 had brought Japan to the ICJ asking the leading UN court to rule on Japan's whaling. Australia accuses Japan of commercially hunting whales and hiding the fact behind a loophole in the 1986 whaling ban that allows hunting whales for scientific research. EPA/MARTIJN BEEKMAN

“o governo de Jair Bolsonaro sofre para conseguir apoios dos demais países” para que a desembargadora Monica Sifuentes ocupe o posto de juíza no Tribunal Penal Internacional, diz o jornalista Jamil Chade

A barra do Tribunal de Haia, com os seus juízes (Foto: MARTIJN BEEKMAN)

Vista como espécie de teste de popularidade internacional para o governo, a candidatura brasileira para o posto de juíza no Tribunal Penal Internacional está ameaçada. De acordo com reportagem do jornalista Jamil Chade, no UOL, “o governo de Jair Bolsonaro sofre para conseguir apoios dos demais países” para que a desembargadora Monica Sifuentes ocupe o cargo. 

A reportagem destaca que “ela teve um desempenho fraco na primeira e segunda rodada de votações na ONU” e a escolha acontece no momento em que o Brasil é o maior devedor da corte. 

“Além disso, o presidente é alvo de uma comunicação por parte de entidades de direitos humanos, que o acusam em Haia de incitação ao genocídio e crimes contra a humanidade no caso dos povos indígenas”, ressalta o texto.

Chade observa que o governo Jair Bolsonaro ignorou a recomendação feita por juristas brasileiros para a nomeação de um candidato ao cargo de juiz no Tribunal Penal Internacional. “O Palácio do Planalto optou por uma escolha de um nome fora da lista sugerida”, afirma. 

Fonte: Brasil 247