Governador Eduardo Riedel e ministra Simone Tebet se reuniram hoje em Brasília com presidente da empresa, Jean Paul Prates

O presidente da Petrobras,
Jean Paul Prates, sinalizou ao governador Eduardo Riedel e à ministra Simone
Tebet (Planejamento e Orçamento) a retomada de estudos e possíveis
investimentos em fertilizantes e o interesse em ver de perto a situação da UFN3
(Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), em Três Lagoas. Na prática, isso
reacende a expectativa de conclusão da obra, paralisada em 2019. O encontro foi
realizado nesta quarta-feira (14) no gabinete da ministra, em Brasília.
“Foi uma reunião
extremamente positiva em que trouxemos a discussão da UFN3, que é uma
expectativa, uma ansiedade de todo Mato Grosso do Sul. Foi uma reunião muito
boa porque eles retomaram a agenda de fertilizantes e gás dentro da companhia,
dentro da Petrobras, e sinalizaram uma discussão para que a gente possa nos
próximos anos concluir esse que é um dos maiores ativos que nós construímos ao
longo do tempo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
A boa notícia veio na
véspera do aniversário de 108 anos de Três Lagoas. “É uma boa notícia à véspera
do aniversário de Três Lagoas. Desde 2019 a Petrobras estava impedida de
terminar a fábrica ou de investir em fertilizante e gás no Brasil. Agora, o
presidente da Petrobras e a Petrobras acabaram de aprovar plano estratégico
para 2024 até 2028 permitindo que eles voltem a estudar e fazer investimentos
viáveis na exploração de gás e produção de fertilizantes. Então, a boa notícia
é essa. Agora começa nesse segundo semestre os estudos e, a boa notícia final,
o presidente da Petrobras quer conhecer Mato Grosso do Sul, a planta de Três
Lagoas, visitar todo o Estado de Mato Grosso do Sul, para ver in loco a
grandeza e a importância da fábrica de fertilizante para Mato Grosso do Sul”,
acrescentou a ministra.
Histórico
A construção da UFN3 em
Três Lagoas teve início em 2011 e foi paralisada em dezembro de 2014 com 81% de
conclusão, após a Petrobras romper o contrato com o consórcio responsável pela
obra. A estatal colocou a UFN3 à venda em setembro de 2017, alegando que não
tinha mais interesse em seguir no segmento de fertilizantes.
No ano passado, uma
empresa russa chegou a manifestar interesse na compra da fábrica. Negociações
foram iniciadas, mas não concluídas porque o plano de negócios proposto pelo
potencial comprador queria rebaixar a fábrica para uma indústria misturadora de
fertilizantes.













