O Juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, será o magistrado que vai sentenciar Jamil Name Filho, Marcelo Rios e Vladenilson Daniel Olmedo, o ‘Vlad’. O trio é acusado de matar Matheus Coutinho em 2019, no Jardim Bela Vista, na Capital. O julgamento começou na manhã desta segunda-feira (17).
Considerado o julgamento do ano, a sessão conta com um megaesquema de segurança com forças policiais estaduais e federais dentro e fora do plenário. Aluízio Pereira já tem mais de 17 mil juris na carreira.
Aluízio iniciou a carreira como escrivão de polícia em 1983. Ingressou na Defensoria Pública em 1988, onde atuou por oito anos. Desde 1996 é juiz de Direito, sendo promovido para a Vara do Tribunal do Júri da Capital em 2005, onde permanece até os dias atuais.
Nas quatro décadas de dedicação à justiça, Julizar atuou nas comarcas de Glória de Dourados, Amambai, Ponta Porã, Campo Grande, Entrância Especial, chegando a titularizar a antiga Vara de Entorpecentes e Delitos de Trânsito com vítimas, até ser promovido, fevereiro de 2007, ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça.
Ao longo desses anos, Aluízio acumulou as funções de juiz diretor do Foro de Campo Grande e presidente da Comissão de Licitação de Veículos do Conselho Estadual Anti Drogas, entre outras atividades.
Em 2008, Aluízio realizou o primeiro julgamento por videoconferência no país, reconhecido pelo CNJ como “Júris simultâneos”, prática que se tornou realidade nacional por força das restrições da pandemia da covid-19.
Execução de Matheus
O crime aconteceu na Rua Antônio Vendas, no Jardim Bela Vista, no dia 9 de abril de 2019. O relato é de que o crime teria ocorrido mediante orientações repassadas por Vlade e Marcelo Rios, a mando de Jamil Name e Jamil Name Filho.
Naquela noite, vários tiros de fuzil AK-47 foram feitos contra Matheus. No entanto, os criminosos acreditavam que dentro da camionete estava o pai do jovem, que seria o verdadeiro alvo dos acusados.
Também segundo as investigações, o grupo integrava organização criminosa, com tarefas divididas em núcleos. Então, para o MPMS, Jamil e Jamil Filho constituíam o núcleo de liderança, enquanto Vlade e Marcelo Rios eram homens de confiança, ‘gerentes’ do grupo.
Já Zezinho e Juanil seriam executores, responsáveis pela execução de pessoas a mando das lideranças. Assim, meses depois, os acusados acabaram detidos na Operação Omertà, realizada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Especial e Combate do Crime Organizado).













