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Governo tem acesso a provas em ação por desvios da saúde

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msatual
-
15 de dezembro de 2023
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    A Controladoria-Geral do Governo de Mato Grosso do Sul vai poder acessar provas da ação em que uma empresa, sócios e um ex-assessor da Secretaria Estadual de Saúde são acusados de improbidade administrativa pelo desvio de R$ 46 milhões entre 2015 e 2021. A denúncia é decorrente da Operação Redime, do Ministério Público Estadual.

    Na ação protocolada em janeiro de 2022, na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, o MPE pede o pagamento de R$ 138,1 milhões, que inclui o ressarcimento do suposto prejuízo ao erário e multa civil equivalente a duas vezes o valor.

    A Controladoria-Geral do
    Governo de Mato Grosso do Sul vai poder acessar provas da ação em que uma
    empresa, sócios e um ex-assessor da Secretaria Estadual de Saúde são acusados
    de improbidade administrativa pelo desvio de R$ 46 milhões entre 2015 e 2021. A
    denúncia é decorrente da Operação Redime, do Ministério Público Estadual.

    Na ação protocolada em
    janeiro de 2022, na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais
    Homogêneos, o MPE pede o pagamento de R$ 138,1 milhões, que inclui o
    ressarcimento do suposto prejuízo ao erário e multa civil equivalente a duas
    vezes o valor.

    Foram denunciados o
    empresário Rodolfo Pinheiro Hoslback, o ex-assessor de Ações de Regionalização
    em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Marcelo Henrique de Mello, Roberto de
    Barros Lavarda (sócio da empresa falecido) e a Health Inteligência em Saúde
    (nova denominação da HBR Medical Equipamentos Hospitalares). Como Lavarda
    faleceu, o processo deve atingir o espólio.

    No decorrer do processo, a
    Controladoria-Geral do Estado solicitou o compartilhamento de provas contidas
    nos autos, em que o Governo de MS é um dos interessados.

    Nesta quinta-feira (14),
    foi publicada a autorização pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira para que o órgão
    tenha acesso aos documentos.

    “Em que pese a
    discordância das partes requeridas em relação ao requerimento de
    compartilhamento de provas de lavra da Controladoria-Geral do Estado CGE-MS,
    entendo que a insurgência ali posta diz respeito ao mérito da prova em si e sua
    eventual utilização em outro procedimento, sendo que tais questões deverão ser
    levadas à autoridade que apreciará a referida prova. Nesse contexto, defiro o
    requerimento e autorizo o compartilhamento de provas, concedendo-se acesso aos
    presentes autos, nos termos do requerimento antes mencionado”, diz o despacho
    publicado no Diário Oficial do Tribunal de Justiça.

    Operação Redime

    A base da denúncia é
    auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União), que apontou desvio de R$
    46,050 milhões dos R$ 222,728 milhões pagos pela gestão de Reinaldo Azambuja
    (PSDB) ao grupo pela digitalização dos exames médicos. Com base nesta
    auditoria, os promotores pedem a devolução do dinheiro desviado e mais a multa
    de R$ 92,1 milhões para “garantir a reprovação e prevenção dos atos de
    improbidade administrativa já que há habitualidade nas condutas”.

    Conforme o MPE, houve o
    pagamento de R$ 240 mil em propina para o médico, que foi um dos responsáveis
    pela Caravana da Saúde, ajudar na fraude e direcionamento da licitação. A
    empresa também pagou refeições e hospedagens em hotéis para o então assessor da
    administração estadual. Ele deu atestado de visita técnica quando estava em
    viagem a Cuiabá com o então sócio da Health, Roberto de Barros Lavarda.

    A propina teria sido paga
    por meio da simulação de contrato com uma empresa de contabilidade. O valor
    pago mensalmente oscilou entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. O contador Wagner Luiz
    Florentino Cavalheiro revelou, em acordo, que recebia o dinheiro e repassava
    para o médico ou seu pai. Ele só descontava o valor referente aos impostos. A
    quebra do sigilo bancário confirmou os repasses, já que a maior parte foi feita
    por meio de transferência bancária.

    Auditoria do GECOC (Grupo
    Especial de Combate à Corrupção) do MPE apontou que o valor pago pelo Governo
    estadual pelo Redime (Rede Estadual de Imagens Digitais) foi 39,22% mais caro
    em relação ao valor de mercado.

    Outro ponto apontado foi
    que a empresa usou equipamentos de outro contrato de 2014, como mamografia e
    computadores, e não aparelhos novos, como estava previsto no edital de
    licitação. Alguns equipamentos só foram substituídos em 2017, dois anos depois
    do acordo assinado com a Secretaria de Saúde.

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