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País terá mais locais para acolher mulheres agredidas, diz ministra

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msatual
-
8 de março de 2024
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    A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves (Foto: Agência Brasil)

    Em pronunciamento em rede nacional nesta quinta-feira (7)
    pelo Dia Internacional das Mulheres – nesta sexta-feira, 8 de março -, a
    ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que uma das preocupações da
    gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o combate à violência
    doméstica. Por isso, segundo ela, serão inauguradas este ano mais Casas da
    Mulher Brasileira, locais onde as vítimas de agressões recebem atendimento e
    acolhimento.

    De 2015 até 2023, 10,6 mil brasileiras foram vítimas de
    feminicídio, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
    (FBSP). No ano passado, foram mortas 1,4 mil mulheres, de acordo com a
    pesquisa.

    O feminicídio é uma qualificação do crime de homicídio
    doloso, quando há a intenção de matar. É o assassinato decorrente de violência
    contra a mulher, em razão da condição do sexo ou quando demonstrado desprezo
    pela condição de mulher.

    “Amanhã, 8 de março, é dia de homenagear todas as
    mulheres do mundo. Mulheres que querem muito mais do que flores. Que exigem,
    acima de tudo, respeito”, afirmou a ministra.

    Diferença salarial

    A ministra afirmou ainda ser inaceitável a diferença
    salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo.

    “Em pleno século 21, não podemos aceitar que uma
    mulher ainda receba 22% a menos que o homem ao exercer o mesmo trabalho. E que
    as mulheres negras recebam menos da metade do salário dos homens brancos”,
    disse.

    Em julho do ano passado, o governo federal sancionou uma
    lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres e estabelece medidas
    para tornar os salários mais justos, aumentando a fiscalização contra a
    discriminação e facilitando os processos legais para garantir igualdade
    salarial.

    “Foi para mudar essa realidade que o Governo Federal
    aprovou a Lei da Igualdade Salarial. Trabalho igual, salário igual”,
    ressaltou Cida Gonçalves no pronunciamento.

    Com a nova lei, empresas com 100 ou mais funcionários
    devem fornecer relatórios semestrais transparentes sobre salários e critérios
    de remuneração. Esses relatórios devem conter informações que permitam comparar
    salários e remunerações entre homens e mulheres de forma objetiva.

    Cida Gonçalves citou outras ações realizadas pelo governo
    com foco na população feminina, entre elas distribuição gratuita de absorventes
    para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social e destinação R$
    28 milhões para fortalecimento de mulheres negras empreendedoras, pesquisadoras
    e mães de vítimas da violência racial, além de R$ 6 milhões para oferta de
    bolsas de doutorado e pós-doutorado sanduíche no exterior a negras,
    quilombolas, indígenas e ciganas.

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