Quase 90 galos estavam em gaiolas em local que funcionava para prática de rinha - Crédito: Divulgação

A Polícia Militar Ambiental de Campo Grande realizou operação no domingo (3/8) para apurar a prática de rinha de galos em uma chácara localizada na região de Terenos. Segundo a denúncia, o evento reunia diversos participantes e envolvia apostas ilegais durante as disputas entre os animais.

Após levantamento, as equipes chegaram até o local e flagraram o crime em andamento.

Nos fundos da propriedade, várias pessoas consumiam bebidas alcoólicas e assistiam às lutas entre galos promovidas em ringues improvisados.

No total, foram encontrados 86 galos, todos em condições de maus-tratos. Os animais que não estavam em combate estavam confinados em gaiolas de madeira inadequadas, sem acesso à água e alimentação, em desacordo com o Art. 32 da Lei Federal nº 9.605/1998. Um dos galos foi localizado morto, escondido nos fundos do galpão.

Um dos presentes se identificou como proprietário da chácara e organizador do evento. Com sua autorização, os policiais realizaram buscas no imóvel e encontraram uma espingarda cartucheira calibre 36, modelo 651 Remington CBC, além de 18 cartuchos intactos, espoletas, pólvora e cartuchos deflagrados — todo o material de posse do organizador.

Durante a abordagem, foram identificados outros quatro homens como tutores dos galos utilizados nas rinhas. Eles também portavam quantias em dinheiro que seriam utilizadas para apostas.

Diante dos fatos, os cinco envolvidos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. Foram lavrados autos de infração ambiental, sendo aplicada multa de R$ 54.400,00 ao organizador e R$ 3.600,00 aos outros quatro envolvidos, cerca de 900,00 para cada, totalizando R$ 58.000,00 em penalidades.

O proprietário da chácara também foi autuado por posse irregular de arma de fogo.

Os animais permaneceram sob a responsabilidade dos respectivos tutores, na condição de fiéis depositários, até que sejam recolhidos após os trâmites legais.

A Polícia Militar Ambiental reforça que a prática de rinha de galos é um crime cruel e bárbaro, que causa intenso sofrimento aos animais e, muitas vezes, resulta em sua morte.