(Foto: Nathália Alcântara/Jornal Midiamax)

Grupo foi instituído em 2023 após registro de conflitos em Dourados

O Ministério dos Povos Indígenas prorrogou por mais seis meses o gabinete de crise para avaliar a violação dos direitos dos indígenas Guarani Kaiowá no sul de Mato Grosso do Sul. A portaria foi publicada na edição desta quarta-feira (14) do DOU (Diário Oficial da União).

grupo foi criado em setembro de 2023, na esteira de conflitos na Reserva Federal de Dourados. Ao longo dos últimos dois anos, ocorreram vários confrontos envolvendo indígenas, sendo o mais recente em Caarapó, em outubro de 2025.

Compõem o gabinete, que se reúne quinzenalmente:

  • Funai (Fundação Nacional dos Povos indígenas); 
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública; 
  • Ministério da Saúde; 
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; 
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; 
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); 
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
  • CNJ (Conselho Nacional de Justiça);
  • MPF (Ministério Público Federal);
  • DPU (Defensoria Pública da União);
  • Governo do Estado de Mato Grosso do Sul;
  • DPE/MS (Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul);
  • Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil);
  • Aty Guasu Guarani Kaiowá.

No último balanço divulgado pelo ministério, em julho de 2025, o gabinete tinha realizado até então três diligências entre dezembro de 2023 e abril de 2024, totalizando 51 visitas a localidades, entre elas retomadas, habitadas pelos Guarani Kaiowá em 20 municípios.

Desde o final da década de 1970, os Guarani Kaiowá tentam retomar terras originárias. O relatório da pasta apontou ainda situações de subregistro civil, falta de água potável e saneamento básico, insegurança alimentar, contaminação por agrotóxicos, ameaças e ataques paramilitares, violência policial e intolerância religiosa.

Para solucionar essas questões, foram criados programas de fortalecimento da produção agrícola e da piscicultura, apoio às mulheres e jovens, reinserção social de indígenas em liberdade condicional, proteção da liberdade religiosa e de monitoramento ambiental.