
Ministério da Saúde libanês relata mais de 1.130 feridos enquanto bombardeios se intensificam no sul do país e ampliam crise humanitária
Pelo menos 394 pessoas morreram no Líbano em decorrência de ataques israelenses recentes, entre elas 83 crianças, segundo dados atualizados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês. O número de feridos já ultrapassa 1.130, em meio à intensificação dos bombardeios em diferentes regiões do país, conforme informações da rede Al Jazeera.
Os ataques ocorreram principalmente no sul do território libanês, onde Israel também ordenou a evacuação forçada de moradores que vivem ao sul do rio Litani até a fronteira com o território israelense — uma faixa que, em seu ponto mais profundo, chega a cerca de 25 quilômetros. A medida ampliou o deslocamento de civis e elevou a tensão na região, enquanto as operações militares continuam.
Bombardeios atingem cidades e vilarejos no sul
Relatos indicam que ataques aéreos israelenses atingiram diversas localidades no sul do Líbano, incluindo a cidade de Gaziyeh, ao sul de Sidon, além de vilarejos próximos à fronteira. Um dos episódios mais graves ocorreu durante a madrugada, quando um bombardeio atingiu um prédio de três andares na vila de Sir el-Gharbiyeh, ao norte do rio Litani.
Segundo informações preliminares, até 18 pessoas morreram nesse ataque, entre elas integrantes de uma mesma família, incluindo mulheres e crianças.
As operações militares continuam se expandindo na região. Paralelamente aos ataques aéreos, fontes do Exército libanês relatam movimentações de tropas israelenses ao longo da fronteira e avanços em algumas aldeias próximas ao território israelense.
Confrontos com Hezbollah ampliam tensão
A área atingida pelos ataques é considerada uma zona de atuação do Hezbollah. O grupo realizou ofensivas contra forças israelenses que avançavam na região, enquanto o próprio Exército de Israel reconheceu ter sofrido baixas durante esses confrontos.
Ainda não está claro até que ponto Israel pretende avançar militarmente no território libanês. As tensões permanecem elevadas, com Israel exigindo que o Hezbollah se desarme e se renda — uma exigência que o grupo rejeita.
Sistema de saúde enfrenta pressão crescente
As autoridades libanesas alertam que o aumento no número de vítimas ocorre em um momento de profunda fragilidade institucional no país. O sistema de saúde já enfrenta dificuldades estruturais e pode ter dificuldades para responder ao volume crescente de feridos.
Com a escalada dos ataques, centenas de civis também foram deslocados. Escolas passaram a ser utilizadas como abrigos temporários para famílias que deixaram suas casas em áreas atingidas pelos bombardeios.
O agravamento da violência levanta preocupações sobre uma crise humanitária cada vez mais severa, enquanto os ataques continuam e as perspectivas de redução das hostilidades permanecem incertas.












