Presidente da Alems informou que requerimento que cobra investigação de convênio milionário será encaminhado na próxima sessão
Após repercussão popular e pressão de deputados, o presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PP), admitiu que requerimento que cobra investigação sobre recurso de R$ 7 milhões destinado pelo ex-secretário de desenvolvimento, Jaime Verruck, à Fiems, está na pauta para a próxima sessão.
Após o Jornal Midiamax revelar que Claro barrou requerimento anterior que cobrava esclarecimentos sobre repasses da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) à Fiems no contexto de um inquérito tocado a nível estadual pelo MPMS, Claro admitiu que “a mesa só analisou o que envolvia a CNI. Esse outro trata de recursos do Estado, que é competência da AL”.
A resposta veio após a publicação da reportagem “deputados apostam em gravidade do caso para Gerson Claro ‘desblindar’ Fiems‘. Como de praxe, o Jornal Midiamax procurou Claro para posicionamento, mas a resposta veio após a veiculação do material jornalístico.
O deputado classificou como ‘maldosa’ a cobertura do Jornal Midiamax de que houve ‘blindagem’ dele ao recusar pedido anterior de deputados cobrando investigação contra a Fiems, entidade comandada pelo empresário Sérgio Longen.
O Jornal Midiamax ressalta que sempre deixa o espaço aberto para todos os lados se manifestarem. Na reportagem citada, o texto pontuou as justificativas apresentadas por Claro para enterrar o pedido de investigação. No documento, considerou que o Regimento Interno da Casa restringe o poder de requisição de informações a secretários de Estado e entidades da administração pública estadual.
O texto destaca que a CNI é uma “associação sindical de natureza privada” e, portanto, não integra a administração direta ou indireta do Estado. Somente neste ano, a Fiems deve receber R$ 60 milhões em recursos públicos.
Conforme o documento assinado por Gerson Claro, a função fiscalizatória da Assembleia Legislativa, delimitada pela Constituição Estadual, é restrita aos atos do Poder Executivo, do Tribunal de Contas e da administração indireta estadual.
O despacho conclui que o pedido “é dirigido a entidade privada que não integra a Administração Pública estadual, não se sujeitando, portanto, ao poder requisitório desta Casa Legislativa”.
Em todas as reportagens, o Jornal Midiamax também tentou contato com o ex-secretário Jaime Verruck, que não atendeu as ligações e nem respondeu as mensagens enviadas. Como sempre, o espaço segue aberto para esclarecimentos.














