A Penitenciária Estadual de Dourados (PED), considerada a maior unidade prisional de Mato Grosso do Sul, recebeu nesta segunda-feira (15) uma ampla operação voltada ao combate às organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios. A ação integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, desenvolvido pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado.
Com aproximadamente 2.800 internos, a PED é considerada uma unidade estratégica para as forças de segurança devido à sua relevância no sistema penitenciário sul-mato-grossense e ao trabalho de enfrentamento às facções criminosas.
As atividades são coordenadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). A operação reúne equipes da Força Penal Nacional, especialistas em inteligência penitenciária e cerca de 50 policiais penais e agentes operacionais do Comando de Operações Penitenciárias (Cope).
Entre as ações executadas está a Operação Mute, que realiza revistas detalhadas em celas e demais espaços da unidade com o objetivo de localizar celulares, acessórios de comunicação e outros materiais proibidos.
Outra frente de atuação é a Operação Modo Avião, que utiliza recursos tecnológicos para identificar e mapear sinais de telefonia móvel dentro da penitenciária. A medida busca impedir que criminosos mantenham contato externo para coordenar atividades ilícitas.
Durante os trabalhos também foi empregado um georradar, equipamento capaz de detectar alterações subterrâneas sem a necessidade de escavações. A tecnologia permite identificar possíveis túneis, galerias e cavidades que possam representar risco à segurança da unidade prisional.
Segundo a Agepen, a PED também foi incluída no Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa nacional que prevê a modernização de presídios considerados estratégicos. Entre os investimentos previstos estão a aquisição de scanners corporais, aparelhos de raio-X, viaturas especializadas e novos equipamentos de fiscalização.
A expectativa é que as medidas reforcem o controle interno da penitenciária, ampliem a capacidade de monitoramento e dificultem a atuação de organizações criminosas a partir do ambiente prisional.













