A vereadora de Água Clara, Didi Marques (PSDB), suspendeu a impressão e a venda de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 após a repercussão do caso. Proprietária de uma gráfica no município, a parlamentar utilizou as redes sociais para divulgar a produção e comercialização das imagens dos jogadores, prática que contraria a legislação de direitos autorais.
Os álbuns da Copa, distribuídos no Brasil pela Panini, se tornaram uma febre entre crianças e adultos. Aproveitando a procura pelas figurinhas, Didi oferecia a possibilidade de os colecionadores adquirirem imagens específicas ou até mesmo completar todo o álbum. Segundo ela, os clientes recebiam apenas as folhas impressas, ficando responsáveis pelo recorte das figuras.
A divulgação da iniciativa ocorreu no próprio Instagram da vereadora. Nas publicações, ela apresentava a proposta como uma forma de facilitar o acesso às figurinhas, diante da dificuldade de muitos colecionadores em encontrar determinados cromos.
No entanto, a reprodução e comercialização das imagens sem autorização da detentora dos direitos são consideradas violações à Lei de Direitos Autorais (LDA) e podem configurar crime de violação de propriedade intelectual. No Brasil, a prática pode resultar em multas e outras sanções previstas na legislação.
Após a repercussão do caso, Didi Marques retirou as publicações das redes sociais e interrompeu a atividade. Em contato com o Jornal Midiamax, a parlamentar foi breve ao comentar a situação.
“O conteúdo já foi retirado do ar e automaticamente suspendi as impressões”, afirmou.
A vereadora, de 27 anos, não informou se chegou a comercializar as figurinhas nem quantas unidades foram produzidas antes da suspensão das atividades. Até o momento, também não há informações sobre eventual adoção de medidas por parte da Panini ou de órgãos competentes em relação ao caso.













