
Atacante do Arsenal afirma que Brasil tem várias opções de alto nível e defende grupo pronto para decidir a Copa
O ponta-esquerda Gabriel Martinelli valorizou a força do ataque da Seleção Brasileira e citou Neymar entre os principais nomes capazes de ampliar as alternativas ofensivas do Brasil na Copa do Mundo. O atacante do Arsenal afirmou que o elenco comandado por Carlo Ancelotti reúne jogadores de grande qualidade técnica e precisa manter todos os atletas preparados para uma competição curta e decisiva.
Ao comentar a possibilidade de atuar ao lado de Vinicius Junior e de outros nomes do setor ofensivo, Martinelli destacou a satisfação de dividir o ataque com atletas como Neymar, Rafael e Matheus Cunha, além do próprio atacante do Real Madrid.
“Eu acho que se você perguntar para todos os jogadores do mundo se eles vão ficar felizes de jogar com o Vini, eles vão dizer que sim. Então, a gente fica muito feliz ali de poder ter a oportunidade de jogar com tantos grandes jogadores, o Vini, o Rafa, o Ney, o Cunha”, afirmou.
A menção a Neymar ocorreu no contexto da disputa por espaço e da variedade de opções no ataque brasileiro. Para Martinelli, a Seleção tem características que favorecem a movimentação constante, a aproximação entre os jogadores e as trocas rápidas de passes no campo ofensivo.
“Então, a gente gosta de se movimentar bastante ali na frente, a gente gosta de fazer tabelas. Então, acho que, como eu citei antes, a gente precisa de todo mundo”, disse.
Martinelli também tratou da necessidade de adaptação ao modelo de jogo de Ancelotti. O atacante afirmou que atuar pela ponta direita no Arsenal não é a mesma coisa que exercer a função na Seleção, porque a dinâmica depende da formação escolhida e dos companheiros que ocupam os espaços próximos.
“É muito diferente, cada time tem um jeito de jogar. Quando eu jogo na ponta direita no Arsenal, é completamente de jogar na ponta direita aqui. Então, depende de quem vai estar jogando ao meu lado ali, qual a formação que a gente vai usar”, declarou.
Embora tenha preferência por jogar aberto pelo lado esquerdo, Martinelli disse estar disposto a assumir outras funções se for necessário. Ele lembrou que já atuou pela direita no Arsenal em razão de uma lesão de Bukayo Saka e afirmou que aceitaria até uma posição mais recuada caso fosse uma orientação de Ancelotti.
“Eu prefiro particularmente jogar na esquerda, mas como eu citei, eu joguei muito no ar duas temporadas atrás, porque o Bukayo Saka machucou lá, mas eu faço tranquilamente. Se ele falar jogar de lateral-direita, eu falo: ‘Claro, você pode colocar’”, afirmou.
A disposição do atacante se insere em um cenário de forte concorrência no setor ofensivo brasileiro. Com Neymar, Vinicius Junior e outras opções à disposição, Martinelli ressaltou que todos os convocados precisam estar mentalmente preparados para entrar em campo quando forem acionados.
“Eu, particularmente, que nem entrei no primeiro jogo, mas no segundo eu tive alguns minutos, tento sempre estar preparado, manter minha cabeça tranquila e pensar que eu vou, se eu tiver uma oportunidade, eu vou estar preparado. E é isso que eu tento passar também para a apoiada que não está tendo tanta oportunidade, que a Copa do Mundo é tiro curto”, disse.
Fora de campo, Martinelli também apontou a convivência interna como um fator importante para a caminhada brasileira no torneio. Segundo ele, o ambiente entre os jogadores tem sido marcado por brincadeiras, partidas de cartas, videogame e momentos de descontração.
“É muito importante. Todo mundo está sempre brincando, todo mundo jogando cartas o dia inteiro. Tem videogame lá embaixo, o pessoal está sempre junto. Então, tem muita coisa pra gente fazer”, afirmou.
Para o atacante, esse clima leve ajuda a sustentar a união do grupo durante o longo período de concentração. Martinelli afirmou que a boa relação entre os jogadores fora de campo pode se refletir diretamente no desempenho da Seleção.
“A gente está sempre juntos brincando ali, zoando um ao outro, então acho que isso torna um ambiente bem leve. Já foram muitos dias e ainda vai ter um mês aí, se Deus quiser, até a final. Então, a gente tem que continuar fazendo o que a gente foi fazendo ali, brincando, jogando cartas, jogando outros jogos no videogame, pra tempo passar. E se todo mundo tá bem fora de campo, as coisas também fluem dentro de campo”, completou.












