O ministro da Fazenda Dario Durigan (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta
quinta-feira (2) que o governo federal vai começar nos próximos dias a retirar
o subsídio de R$ 0,44 da gasolina. O alívio no preço foi implementado em maio
para proteger consumidores brasileiros da alta internacional do preço do
petróleo, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente
Médio.

Durigan adiantou que, nos próximos meses, todo o subsídio
para combustíveis no país será retirado agora que o preço do petróleo voltou a
patamares semelhantes ao período anterior à guerra.

“Da mesma forma que a gente teve prontidão para
erguer as proteções para minimizar o impacto da guerra no Oriente Médio, quando
essas condições que fizeram colocar as medidas protetivas deixam de existir,
quando o preço do petróleo diminui, há uma persperctiva, ainda que incerta, de
estabilização da guerra, temos que ir revertendo as subvenções”, disse o
ministro durante nova edição do projeto Caminhos do Brasil, promovido por O
GLOBO, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio.

O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência
internacional) voltou a ser negociado nesta semana na casa dos US$ 70, cotação
em linha com o período pré-conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, o
valor do barril ultrapassou US$ 110.

Durigan acrescentou que o governo não tem mais o acordo
com os estados em que a União fazia a subvenção de ICMS em importação de
diesel. Além disso, o PIS-Cofins também já voltou a incidir sobre o
combustível, completou.

“Uma primeira parte de subvenção de R$ 0,35 por
litro já deixou de ser paga, a partir de julho, para as distribuidoras, e há
duas pernas faltantes: a subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12, e na
gasolina, de R$ 0,44.

“Começando pela gasolina, que vai ser feita nos próximos dias, nós
vamos fazer a revisão do subsídio, considerando que o cenário tem mudado pra
baixo em relação ao preço do petróleo”, afirmou o ministro.