
Ex-primeira-dama exalta política lançada pelo governo federal para educação bilíngue de surdos
Michelle Bolsonaro elogiou, nesta sexta-feira (3), a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), iniciativa lançada pelo Ministério da Educação (MEC) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo a ex-primeira-dama e o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são do Metrópoles.
Nos últimos dias, a ex-primeira-dama afirmou ter se sentido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa telefônica com o enteado sobre articulações internas do partido. Em publicação nas redes sociais, Michelle celebrou a criação da política voltada à comunidade surda e ressaltou a importância da medida para a educação inclusiva.
“A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidade para todos”, escreveu.
Nova política amplia ações para educação bilíngue
Além da criação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, o Ministério da Educação anunciou a abertura de um edital para selecionar artigos acadêmicos sobre o tema. Os trabalhos integrarão a publicação Cadernos Equidade, elaborada em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com o MEC, a iniciativa responde a uma reivindicação histórica da comunidade surda e busca fortalecer a garantia dos direitos educacionais e linguísticos desse público.
Dados apresentados pelo ministério indicam que apenas 12% das redes de ensino contam com materiais pedagógicos adequados em Libras. O levantamento também mostra que somente 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de surdos.
Outro dado divulgado pelo MEC aponta que as avaliações em formato VídeoLibras alcançam apenas 1,31% dos estudantes, cenário que evidencia a necessidade de ampliar as políticas públicas de inclusão na educação.












