
O cidadão paraguaio de 23 anos, acusado de espancar a
enteada, de 6 anos, uma criança brasileira com TEA (Transtorno do Espectro
Autista), foi levado na tarde desta terça-feira (21) para a Penitenciária
Regional de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS).
A prisão preventiva dele foi decretada pelo juiz Álvaro
Rojas durante audiência. Outro homem, de 57 anos, acusado de violência
doméstica, mas sem relação com o caso da criança, foi levado para o presídio na
mesma viatura da Polícia Nacional.
As agressões, que provocaram vários ferimentos no corpo
da criança, principalmente nas nádegas, ocorreram no sábado (18), mas só foram divulgadas
pela avó paterna nesta segunda-feira (20).
A menina morava com a avó paterna em Ponta Porã, mas há 6
meses estava com a mãe e com o padrasto em Pedro Juan Caballero. No sábado, a mãe
saiu para trabalhar em um salão de beleza e deixou a filha sob os cuidados do
companheiro. Quando voltou para casa, encontrou a criança machucada e imediatamente
procurou atendimento médico.
Os exames constataram hematomas nas costas, peito,
pescoço, rosto e nádegas, além de outras lesões compatíveis com agressões. Os profissionais
de saúde acionaram a polícia. Ao saber da denúncia, ele procurou a Polícia
Nacional e foi colocado em custódia por ordem do Ministério Público.
Ferimentos
Em entrevista à Rádio Urundey FM, nesta terça-feira, o
médico legista Marcos Prieto informou que a criança tem múltiplas lesões,
principalmente nos glúteos, nos braços e no tórax. “Podem ter sido causados com
as mãos, com um pedaço de madeira ou com algum objeto que não causa cortes”,
explicou.
A menina continua internada na pediatria do Hospital Regional
de Pedro Juan Caballero e, além de medicação para tratar os ferimentos, recebe suporte
psicológico. Prieto relatou que ela está tranquila e colaborativa com a equipe
e chegou a sorrir com os desenhos colocados nas paredes do hospital.
A avó paterna solicitou a guarda provisória da menina.
Ela afirmou que a neta foi levada pela mãe para o território paraguaio e mantida
naquele país de forma irregular. O Ministério Público ainda não informou se a
mãe também será investigada pela violência.













