Os consumidores brasileiros continuarão pagando mais pela energia elétrica em agosto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira tarifária amarela, mantendo o acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A cobrança adicional permanece em vigor pelo quarto mês seguido. A bandeira amarela foi acionada em maio e continuou nos meses de junho, julho e agora em agosto. Antes disso, entre janeiro e abril, vigorava a bandeira verde, período em que não houve cobrança extra nas contas de energia.
Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pela estiagem registrada em diversas regiões do país, que reduz o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com menos disponibilidade de geração hidráulica, o sistema elétrico passa a depender mais das usinas termelétricas, cuja produção de energia tem custo mais elevado.
Em nota, a agência informou que a sinalização da bandeira amarela “reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”.
Na prática, o impacto no bolso do consumidor varia conforme o consumo mensal. Uma residência que utiliza 200 kWh terá um acréscimo de aproximadamente R$ 3,77 na conta de luz. Já quem consome 300 kWh pagará cerca de R$ 5,66 a mais.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de geração de energia no país e os custos correspondentes. Na bandeira verde não há cobrança adicional. A bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh, enquanto a bandeira vermelha patamar 1 eleva esse valor para R$ 4,463. Já a bandeira vermelha patamar 2, considerada a mais cara, representa um acréscimo de R$ 7,877 por 100 kWh consumidos.













