Um homem de 31 anos foi preso suspeito de agredir a própria filha, de apenas dois meses, em Rio Verde de Mato Grosso, na região centro-norte de Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, ele inicialmente alegou que a criança havia sofrido um acidente, mas posteriormente admitiu ter agredido o bebê após perder a paciência com o choro.
A prisão ocorreu no início da noite de quinta-feira (13). Conforme informações do site Rio Verde News, a menina havia dado entrada no Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC) na quarta-feira (12), em estado grave.
Exames identificaram hemorragia cerebral e suspeitas de fraturas na região da cabeça. A equipe médica também observou que algumas lesões aparentemente não eram recentes, o que levantou suspeitas sobre as circunstâncias em que a criança havia se ferido.
Ao ser questionado inicialmente, o pai afirmou que estava dando banho na filha quando ela teria caído e, na sequência, ele também teria caído sobre o bebê, provocando os ferimentos.
A versão, porém, foi considerada incompatível com as características das lesões observadas pelos profissionais de saúde. Diante das suspeitas, o Conselho Tutelar de Rio Verde foi acionado e o caso chegou à Polícia Civil.
Admitiu agressão
Aos investigadores, o homem inicialmente manteve a mesma versão apresentada no hospital. Posteriormente, no entanto, teria admitido que agrediu a filha.
Segundo o relato feito à polícia, a criança chorava insistentemente e ele perdeu a paciência, passando a agredi-la.
Diante da confissão e dos elementos reunidos durante a apuração, o homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva, e ele permanecerá detido enquanto as investigações prosseguem.
A apuração também apontou que, naquele momento, o bebê estava somente sob os cuidados do pai. A mãe acompanhava outra criança que necessitava de atendimento em uma unidade hospitalar.
O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos e lesão corporal. A Polícia Civil continuará investigando as circunstâncias das agressões e a extensão das lesões sofridas pela criança.












