O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (21), que partidos políticos podem apresentar candidatos ao Senado de forma independente. Além disso, segundo o entendimento do TSE, partidos que compõem a mesma coligação na disputa por um governo estadual podem apresentar mais de um candidato a senador.
Por unanimidade, os ministros decidiram que podem os partidos coligados ao cargo de governador lançar, individualmente, candidatos para senador e pode um partido, sem integrar qualquer coligação, lançar, individualmente, candidato ao Senado.
Com a decisão, os partidos estão liberados para lançar candidatos ao Senado sem a obrigação de que a mesma coligação pelo Executivo estadual apresente um único candidato.
Um dos exemplos desse caso é o da ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, que deve se lançar ao Senado pelo Republicanos do Distrito Federal. O partido de Damares compõe a base de apoio ao atual governador, Ibaneis Rocha (MDB), que busca a reeleição. Na mesma aliança, outra ex-ministra de Bolsonaro também é pré-candidata ao Senado. Flávia Arruda pretende disputar uma vaga pelo PL.
E por quatro votos a três, os ministros decidiram que partidos coligados ao cargo de governador devem manter a mesma coligação na disputa ao Senado. Com isso, o Tribunal manteve a regra atual.
Questões levadas ao TSE
Os ministros responderam a uma consulta feita pelo deputado federal Delegado Waldir (União Brasil-GO).
Waldir perguntou à Justiça Eleitoral se existe obrigatoriedade de que partidos coligados para uma candidatura ao governo estadual participem da mesma coligação majoritária.
Outro questionamento foi sobre se os partidos coligados ao cargo de governador podem lançar individualmente candidatos para o Senado? Por fim, o deputado também quis saber se um partido que não integre nenhuma coligação pode lançar individualmente um candidato ao Senado.
O relator da consulta, ministro Ricardo Lewandowski, votou no sentido de que não existe a obrigatoriedade colocada no primeiro questionamento. Lewandowski também votou no sentido de que os partidos coligados podem lançar individualmente os candidatos.
Lewandowski foi seguido pelos ministros Sérgio Banhos e Edson Fachin.
O ministro Mauro Campbell Marques teve um entendimento diferente. Para ele, a possibilidade de formação de mais de uma coligação na eleição proporcional somente é admitida entre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.
“Em outras palavras, a legislação e a jurisprudência deste Tribunal nunca admitiram que, na mesma circunscrição, partidos rivais em uma eleição viessem a se coligar em outra”, disse Campbell.
Campbell foi seguido pelos ministros Carlos Horbarch, Benedito Gonçalves, Alexandre de Moraes.
Fotos – Os senadores cujos mandatos acabam em 2023

1 de 27
Acre
Mailza Gomes (PP)
Mandato: 2019 – 2023
Suplente de Gladson Cameli, eleito em 2018 governador do Acre
Crédito: Divulgação/Senado
2 de 27
Alagoas
Fernando Collor (PTB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
3 de 27
Amapá
Davi Alcolumbre (União*)
Mandato: 2015 – 2023
Foi presidente do Senado entre os anos de 2019 e 2021
*Eleito pelo DEM
Crédito: Divulgação/Senado
4 de 27
Amazonas
Omar Aziz (PSD)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
5 de 27
Bahia
Otto Alencar (PSD)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
6 de 27
Ceará
Tasso Jereissati (PSDB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
7 de 27
Distrito Federal
José Antônio Machado Reguffe (União*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PDT
Crédito: Divulgação/Senado
8 de 27
Espírito Santo
Rose de Freitas (MDB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
9 de 27
Goiás
Luiz do Carmo (PSC)
Mandato: 2019 – 2023
Suplente de Ronaldo Caiado, eleito governador de Goiás em 2018
Crédito: Divulgação/Senado
10 de 27
Maranhão
Roberto Rocha (PTB*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PSB
Crédito: Divulgação/Senado
11 de 27
Mato Grosso
Wellington Fagundes (PL)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
12 de 27
Mato Grosso do Sul
Simone Tebet (MDB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
13 de 27
Minas Gerais
Alexandre Silveira (PSD)
Mandato: 2022 – 2023
Suplente de Antônio Anastasia, eleito ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)
Crédito: Divulgação/Senado
14 de 27
Pará
Paulo Rocha (PT)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
15 de 27
Paraíba
Nilda Gondim (MDB)
Mandato: 2021 – 2023
Suplente de José Maranhão, que morreu em 2021
Crédito: Divulgação/Senado
16 de 27
Paraná
Álvaro Dias (Podemos*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PSDB
Crédito: Divulgação/Senado
17 de 27
Pernambuco
Fernando Bezerra Coelho (MDB*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PSB
Crédito: Divulgação/Senado
18 de 27
Piauí
Elmano Férrer (PP*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PTB
Crédito: Divulgação/Senado
19 de 27
Rio de Janeiro
Romário (PL*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PSB
Crédito: Divulgação/Senado
20 de 27
Rio Grande do Norte
Jean Paul Prates (PT)
Mandato: 2019 – 2023
Suplente Suplente de Fátima Bezerra, eleita em 2018 governadora do Rio Grande do Norte
Crédito: Divulgação/Senado
21 de 27
Rio Grande do Sul
Lasier Martins (Podemos*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PDT
Crédito: Divulgação/Senado
22 de 27
Rondônia
Acir Gurgacz (PDT)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
23 de 27
Roraima
Telmário Mota (Pros*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleito pelo PTB
Crédito: Divulgação/Senado
24 de 27
Santa Catarina
Dário Berger (MDB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
25 de 27
São Paulo
José Serra (PSDB)
Mandato: 2015 – 2023
Crédito: Divulgação/Senado
26 de 27
Sergipe
Maria do Carmo Alves (União*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleita pelo DEM
Crédito: Divulgação/Senado
27 de 27
Tocantins
Kátia Abreu (PP*)
Mandato: 2015 – 2023
*Eleita pelo MDB
Crédito: Divulgação/Senado
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