
Após
visita da Polícia Civil para cumprir mandados de busca e apreensão na
Prefeitura de Campo Grande, na manhã de hoje (9), a assessoria do ex-prefeito e
candidato a governador, Marquinhos Trad (PSD), se manifestou por meio de nota,
afirmando que a ação foi feita “de forma midiática” e vai comprovar que
supostas vítimas de assédio sexual por parte do ex-prefeito “nunca
estiveram na prefeitura, evidenciando armação em curso”.
“Marquinhos
Trad é vítima de uma ação orquestrada para atingir sua candidatura e as
advogadas de defesa de Trad, Andréa Flores e Rejane Alves de Arruda, já tomaram
uma série de medidas jurídicas contra a campanha caluniosa, baseada em
denúncias falsas. O movimento começou na pré-campanha, quando um grupo que quer
minar a candidatura do ex-prefeito cooptou mulheres para prestarem falsas
denúncias de assédio sexual. A defesa tem evidências, registradas por uma das
denunciantes em cartório, que comprovam a armação”, diz a nota.
Às
6h, a prefeitura recebeu três viaturas da Deam (Delegacia Especializada de
Atendimento à Mulher) na entrada principal pela Avenida Afonso Pena e uma da
Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), no
estacionamento com acesso pela Barão do Rio Branco.
Agentes
da Polícia Científica também estiveram no local. O acesso de servidores ficou
impedido durante a ação da polícia. Após três horas, a Polícia Civil encerrou a
operação levando dois computadores.
Denúncias
Desde
o início das denúncias, nove mulheres (e o marido de uma delas) procuraram a
Polícia Civil. As vítimas têm entre 21 e 49 anos e os crimes estariam
acontecendo desde 2005. A investigação foi aberta após as primeiras denúncias,
feitas por quatro mulheres: duas de 32 anos, outra de 31, e uma mais jovem, de
21 anos.
Das
4 já ouvidas pela delegada Maíra Pacheco Machado, apenas uma não manteve
relações sexuais com o ex-prefeito da Capital. Depois delas, outras cinco (e o
marido de uma delas) também procuraram a polícia para denunciar assédio sexual.
O
Campo Grande News teve acesso ainda a outros depoimentos de mulheres que
afirmaram terem relações sexuais consentidas com o ex-prefeito, em troca de
emprego. As mulheres de 32 e 31 anos já têm filhos, de pais ausentes, e
disseram que por isso precisavam de emprego.
Fonte: Campo Grande News














