No requerimento, Randolfe argumenta que há risco de “coação de pessoas, agentes públicos ou não” relacionados a Bolsonaro para com as jovens venezuelanas. (Foto: Getty Images)

No requerimento, Randolfe argumenta que há risco de “coação de pessoas, agentes públicos ou não” relacionados a Bolsonaro para com as jovens venezuelanas. (Foto: Getty Images)

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (18) requerimento que solicita à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) proteção às adolescentes venezuelanas envolvidas na situação mencionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido foi feito por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição na Casa e cita a justificativa da existência uma possível “coação de pessoas, agentes públicos ou não, relacionados ao presidente”.

No último fim de semana, o candidato à reeleição citou uma interação com meninas de 14 e 15 anos em Brasília, usando a expressão “pintou um clima” para se referir a elas, e dizendo que as mulheres estariam se prostituindo. O caso repercutiu mal e o mandatário pediu desculpas às envolvidas nesta terça, por vídeo.

No requerimento, Randolfe argumenta que há risco de “coação de pessoas, agentes públicos ou não” relacionados a Bolsonaro. Além do pedido do representante da Rede, o colegiado também aprovou a realização de uma audiência destinada ao esclarecimento do episódio mencionado pelo chefe do Executivo.

Bolsonaro pede desculpas em vídeo

Em vídeo ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Bolsonaro pediu desculpas voltou a dizer que a fala foi tirada de contexto para uso de “má-fé” e disse que sua preocupação é acolher fugitivos de diratudas.

“Se minhas palavras, que, por má-fé, foram tiradas de contexto, foram, de alguma forma, mal entendidas ou provocaram algum constrangimento a nossas irmãs venezuelanas, peço desculpas. Já que meu compromisso sempre foi o de melhor acolher e atender a todos que fogem de ditaduras pelo mundo”, diz Bolsonaro no vídeo, ao lado também de Maria Belandria, representante no Brasil do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

O material foi gravado nesta segunda-feira (17), após Michelle e a ex-ministra Damares Alves se encontrarem com as lideranças comunitárias do projeto social que atende as meninas refugiadas.