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Bolsonaro diz que mundo não vai acabar e embarca para os EUA

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msatual
-
31 de dezembro de 2022
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    Jair Bolsonaro no momento em que embarcou para os Estados Unidos (Foto: Reprodução)

    Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em live realizada nesta sexta-feira (30), que o “o mundo não vai acabar” com a posse do sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele condenou o empresário que tentou explodir uma bomba no aeroporto de Brasília. Após o discurso, o presidente embarcou com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, para os Estados Unidos.

    Às vésperas de deixar a Presidência, Jair Bolsonaro fez um balanço de seus quatro anos de governo, em uma transmissão pela internet, e afirmou que não estimula confrontos de seus apoiadores diante da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1°.

    Para
    Bolsonaro, o resultado de sua gestão nos quatro anos de governo foi “bastante
    positivo”, mesmo com desafios como a pandemia de covid-19 e a guerra na
    Ucrânia. Ele citou diversas medidas adotadas pelo governo, como a renegociação
    de dívidas do Financiamento Estudantil (Fies), o auxílio emergencial, o marco
    ferroviário, internet nas escolas, redução de impostos, reajuste do piso da
    educação e porte de armas para moradores de áreas rurais. Na avaliação do
    presidente, o porte de armas reduz a violência.

    Em
    mensagem direcionada a manifestantes em quartéis, que questionam resultado das
    eleições, Bolsonaro disse que não se pode achar que o “mundo vai se acabar no
    dia 1º”. “Creio no patriotismo de vocês, na inteligência. Sei o que vocês
    passaram ao longo desses dois meses, no sol, na chuva. Isso não vai ficar
    perdido. Imagens foram para fora do Brasil”, disse, acrescentando que, no país,
    houve um despertamento da população para entender mais de política e a
    preocupação com o voto responsável.

    Ele
    criticou a ação de um empresário, que, no último dia 24, colocou uma bomba em
    um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília. O empresário confessou que
    pretendia cometer um atentado na capital federal para chamar atenção do
    movimento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e queria, assim, impedir a
    posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

    “Não
    é porque um elemento que passou por lá [acampamento de manifestantes nos
    quartéis] fez besteira que todo mundo tem que ser acusado disso”, disse.
    Bolsonaro afirmou que não “coaduna” com a conduta do empresário.

    Bolsonaro
    afirmou ainda que sempre lutou por “democracia, liberdade, respeito às leis e à
    Constituição”. “O oxigênio da democracia é a liberdade.” Para o presidente, não
    houve liberdade para debater assuntos relacionados ao combate à pandemia e às
    urnas.

    Eleições

    Bolsonaro
    também argumentou que a campanha eleitoral foi “imparcial”, com “acusações
    absurdas” na propaganda eleitoral contra ele, menor espaço de divulgação em
    rádios e com decisões da Justiça favoráveis a Lula. Ele citou ainda a
    condenação do Partido Liberal (PL) ao pagamento de multa de quase R$ 23 milhões
    por litigância de má-fé. A legenda de Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior
    Eleitoral (TSE), a anulação de parte dos votos, no segundo turno.

    Para
    o presidente, as decisões tomadas pela Justiça estimularam reações de seus
    apoiadores. “Para qualquer medida de força, sempre há uma reação. Tem que
    sempre buscar o diálogo para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e
    não se discute mais esse assunto. Tudo isso trouxe uma massa de pessoas para as
    ruas, protestando”, disse.

    Segundo
    Bolsonaro, os manifestantes foram para os quartéis em busca de “segurança”. “Eu
    não participei desse movimento, eu me recolhi”, disse. Para o presidente, se
    ele participasse desse movimento poderia “tumultuar ainda mais” a situação. “O
    que houve foi uma manifestação do povo, não tinha liderança, não tinha ninguém
    coordenado. O protesto foi pacífico, ordeiro, seguindo a lei”, acrescentou.

    “Está
    prevista a posse em 1º de janeiro. Eu busquei dentro das quatro linhas, dentro
    das leis, respeitando a Constituição, saída para isso daí. Se tinha
    alternativa, se a gente podia questionar alguma coisa ou não, tudo dentro das
    quatro linhas”, disse, acrescentando que “ninguém quer uma aventura”. “Muitas
    vezes, dentro das quatro linhas, você tem que ter apoio. Certamente, a gente
    tem que ter apoio do Parlamento, de alguns ministros do Supremo [Tribunal
    Federal], de outros órgãos, de outras instituições”, afirmou.

    Orlando

    Bolsonaro
    e Michelle embarcaram às 14h de Brasília em voo da FAB (Força Aérea
    Brasileira). Eles deverão pousar em Orlando, nos Estados Unidos, por volta das
    21h (horário de Brasília). O presidente não vai passar a faixa para o sucessor
    e planeja ficar 30 dias no território americano.

    O
    site Metrópoles informou que a filha, Laura, e o senador Flávio Bolsonaro (PL),
    do Rio de Janeiro, já estão nos Estados Unidos. O parlamentar viajou no início
    da semana.

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