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Início Capa Vereador acusado de participar de “mensalinho” volta ao cargo
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Vereador acusado de participar de “mensalinho” volta ao cargo

Por
msatual
-
3 de janeiro de 2023
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    Ilson Portela (de boné) no momento em que reassumiu mandato na Câmara (Foto: Hosana de Lourdes/ TudodoMS)

    O TJMS
    (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) antecipou o retorno de Ilson Portela
    (União Brasil), o “Catito”, investigado no âmbito da Operação Dark Money
    acusado de receber mensalinho na administração do ex-prefeito Maurilio Azambuja
    (MDB). O vereador reassumiu na manhã desta terça-feira (3) a sua cadeira na
    Câmara Municipal de Maracaju. O afastamento é válido por 30 dias e termina na
    sexta-feira (6).

    Catito foi
    um dos oito vereadores afastados pela Justiça no dia 7 de dezembro do ano
    passado. Em decisão provisória nesta segunda-feira (2), o desembargador Sidenei
    Soncini Pimentel concedeu habeas corpus o afastamento do mandato e a proibição
    de “Catito” de ter acesso à sede do Legislativo.

    De acordo
    com informações do site Campo Grande News, o desembargador também suspendeu
    todas as demais medidas cautelares contra o vereador – proibição de se ausentar
    da comarca sem autorização, quebra do sigilo telefônico e indisponibilidade dos
    bens.

    Além disso o
    desembargador mandou devolver as duas caminhonetes Toyota Hilux apreendidas no
    dia da operação. O desembargador acatou argumento da defesa de que os veículos
    são imprescindíveis para o trabalho de Ilson Portela e de seu filho, para
    cuidar das lavouras que mantêm nos municípios de Dourados e Aquidauana.

    Pimentel
    considerou o afastamento injustificável. No seu entendimento, o afastamento e
    as demais medidas cautelares representaram restrições “severas e
    desproporcionais”, sem demonstração de indícios suficientes da participação do
    vereador no esquema.

    Continuam
    afastados sete vereadores – Robert Ziemann e Laudo Sorrilha do PSDB; Ludimar
    Portela (“Nego do Povo”), Joaozinho Rocha, Hélio Albarello e Antonio João
    Marcal de Souza (“Nenê da Vista Alegre”) do MDB, e Jefferson Lopes (União
    Brasil).

    Os oito
    vereadores e três ex-vereadores que não conseguiram se reeleger em 2020
    (Vergilio da Banca, Adriano da Silva Rodrigues, o “Professor Dada”, e Toton
    Pradence) foram alvos da fase “mensalinho” da Operação Dark Money.

    Operação

    Deflagrada
    pela primeira vez em setembro de 2021 pelo Dracco (Departamento de Repressão à
    Corrupção e ao Crime Organizado), a operação investiga esquema milionário de
    corrupção na gestão de Maurilio Azambuja (2017 a 2020).

    Essa nova
    fase identificou pagamento de propina a vereadores de dezembro 2019 a novembro
    de 2020. Segundo o Dracco, as propinas eram pagas por ordem de Maurilio
    Azambuja, com anuência de outros servidores e integrantes da gestão municipal,
    e tinham como objetivo afrouxar a fiscalização das contas da prefeitura pela
    Câmara, além de aprovar projetos de interesse da prefeitura.

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