Aparelhos estão nos mesmos locais onde funcionavam os da Perkons, empresa que teve o contrato com o Governo de Mato Grosso do Sul rescindido em 2019

Popularmente conhecidos
como lombadas eletrônicas, equipamentos de fiscalização eletrônica de
velocidade começaram a ser reinstalados nas ruas de Dourados após três anos.
O Dourados Informa apurou
aparelhos nos mesmos locais onde funcionavam os da Perkons, empresa que teve o
contrato com o Governo de Mato Grosso do Sul rescindido em 2019.
Ainda inativos, os radares
são fruto de convênio celebrado entre a Agetran (Agência Municipal de Transportes
e Trânsito) e o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito).
Esse vínculo envolveu R$
8,6 milhões em investimentos estaduais para modernização de agências e melhoria
da mobilidade urbana na maior e mais populosa cidade do interior de Mato Grosso
do Sul.
Desse montante, R$ 400
mil foram investidos “na aquisição de 79 equipamentos de fiscalização
eletrônica de velocidade distribuídos nas principais vias da cidade”, segundo o
Detran-MS.
Parceria semelhante realizada
com a agência municipal de trânsito de Campo Grande possibilitou a ativação de
equipamentos desde maio de 2022, quando voltaram a ser aplicadas multas sobre
quem trafega com veículos em velocidade acima de 30 quilômetros por hora nos
trechos monitorados.
Na capital, as sanções só
começaram após período de campanha educativa. O mesmo deve acontecer em
Dourados, onde a Agetran ainda deve divulgar cronograma para população saber
quando os equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade serão
reativados.
Um dos pontos onde a
reportagem do Dourados Informa verificou lombadas eletrônicas foi na Avenida
Weimar Gonçalves Torres, na frente da Escola Estadual Menodora Fialho de
Figueiredo.
Esse trecho teve lombadas
eletrônicas até 2019 e em 2021 foi avaliado pelo Detran-MS, que elaborou
estudos técnicos com “objetivo analisar as condições de segurança em trechos
críticos de vias, em especial quanto a usuários vulneráveis – pedestres e
ciclistas, de modo a recomendar a instalação de equipamentos eletrônicos
medidores de velocidade para veículos automotores, segundo a legislação
pertinente em vigor”.
No relatório, foram
apontados como fatores de risco: “via plana com fluxo de pedestres de forma
generalizada durante o dia, e intenso fluxo concentrado em horários específicos
de entrada e saída da Escola; presença de ciclista de forma generalizada
durante o dia; ausência de brechas para travessia segura; e velocidade
praticada incompatível com segurança para o local”.













