Durante agenda em Dourados para troca de comandos em unidades militares, Eduardo Riedel também falou sobre conflitos no campo e pediu tranquilidade

O governador de Mato
Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), informou que pretende entregar ainda no
primeiro semestre de 2023 a conclusão da obra do Hospital Regional de Dourados.
Posteriormente, segundo ele, serão instalados os equipamentos e definido o
modelo de gestão, sob responsabilidade do Estado, para desafogar a saúde
pública da macrorregião.
As informações foram
dadas à imprensa na tarde desta sexta-feira (24), durante cerimônia de trocas
de comando no DOF (Departamento de Operações de Fronteira), no CPA-1 (Comando de
Policiamento de Área-1), e no 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar). Foi a
primeira agenda no município desde que assumiu a chefia do Executivo estadual.
“Estamos discutindo os
equipamentos, o anexo do hospital. Temos que entregar esse ano em pleno funcionamento.
Já começa a discutir a operação do hospital, como vai funcionar, para que
Dourados tenha uma estrutura da dimensão que precisa. O Estado vai assumir o funcionamento
desse hospital para poder desafogar toda estrutura de saúde de Dourados. É mais
uma ação municipalista que faz parte da regionalização da saúde. Com o tempo
essas ações vão se consolidando”, declarou.
Quanto à revitalização da
Rua Coronel Ponciano, o governador disse que ainda está se inteirando, mas
reconheceu haver problema com a licitação realizada em 2022.
“Aqui teve um problema
sério de licitação. O secretário Hélio Peluffo [Infraestrutura] está fazendo todo
o levantamento de cada uma delas, para que possamos apresentar um cronograma de
retomada de todas as obras existentes. Muitas estão em andamento e continuam. Aquelas
que ainda precisam ser licitadas, estamos fazendo levantamento para soltar edital
de licitação”, resumiu.
Riedel destacou ser preciso
manter o foco do trabalho, austeridade fiscal e a capacidade de investimentos. “O
Estado tem que priorizar as ações que mais tragam benefícios para sociedade de uma
maneira geral. A segurança pública, quanto menos percebida, melhor. Trabalhar a
educação no curto e no médico prazo, qualificação das pessoas. O crescimento do
Estado traz oportunidades para as pessoas e a segurança pública agradece”,
ponderou.
Sobre os recentes conflitos
no campo, com invasão de terras no município de Japorã, onde proprietários
rurais expulsaram os invasores antes mesmo do acionamento das autoridades
competentes, Riedel defendeu tranquilidade e diálogo.
“Temos que ter tranquilidade
nessa hora. Se o objetivo das mobilizações na beira de estrada ou nos
assentamentos é para pressionar pela reforma agrária, esse é um modelo antigo. Existe
hoje um canal aberto, o governo federal está aí e se a política dele é fazer a
reforma agrária, que coloque claramente no orçamento, compre as propriedades e
faça”, afirmou.
“Não podemos aceitar nenhum
tipo de transgressão da legalidade. Se há invasão e há expulsão ilegal, ambos
estão errados. Aqui não cabe dizer quem começou. Estamos conversando com as
lideranças, distensionando, para que Mato Grosso do Sul continue em um bom
caminho”, prosseguiu.
Quanto à postura do governo
estadual com assentados, o governador declarou que será mantido foco no apoio tecnológico,
infraestrutura, cuidado com as pessoas e busca de meios para comercializar os
produtos.
No evento de hoje, o
coronel Everson Antônio Rozeni assumiu o comando do DOF, no lugar do coronel
Wagner Ferreira da Silva. Ainda teve a troca de comando do Policiamento de
Área-1 (CPA-1). O coronel Rodrigo Alex Potrich assume neste ano, justamente no
lugar de Everson Rozeni.
Houve também mudança no
3º Batalhão da PM. O tenente-coronel Helbert Davyson Romeiro de Souza passou o
comando para o tenente-coronel Samuel Castilho Ferreira Aragão.













