“Sobram razões para o impeachment. Ou prevaricar e interferir em investigação são menos graves do que pedaladas fiscais?”, escreve a jornalista Cyanara Menezes sobre a saída do ex-juiz da Lava Jato do Ministério da Justiça

Caetano Veloso que se cuide. A “live das lives” da quarentena já aconteceu, e estrelada por um cara cuja voz desafina mais do que sertanejo bêbado: Sergio Moro. O ex-juiz, ex-ministro da Justiça e ex-quase-futuro-ministro do STF protagonizou uma saída épica do governo. Ao vivo, detonando o presidente e, o que é pior, elogiando a não-interferência de Dilma Rousseff e de Lula na atuação da Polícia Federal. “Grande dia”, diria Bolsonaro em outros tempos.Cavarotti@cavattim

Live de Sérgio Moro bate recorde de visualização mundial, e arrecada 10.000 toneladas de cal pra por em cima do caixão do Bolsonaro.

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“É certo que o governo da época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos gigantescos de corrupção que aconteceram naquela época, mas foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que fosse possível realizar esse trabalho. Seja de bom grado, seja por pressão da sociedade, essa autonomia foi mantida e isso permitiu que estes resultados fossem alcançados”, disse Moro.

“O presidente me disse mais de uma vez expressamente que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligência, seja o diretor, seja o superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm que ser preservadas. Imaginem se durante a própria Lava-Jato ministro, diretor-geral, a então presidente Dilma, ou o ex-presidente Luiz (sic) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento.”

Fonte: Brasil 247