O comandante da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Amambai, e um empresário do ramo de piscinas, de Dourados, figuram entre os alvos da Operação Ajura, deflagrada nesta quarta-feira (20), pela Polícia Federal. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores da ordem de R$ 263 milhões contra membros da organização.
Em buscas feitas também em Ribeirão Preto e Jardinópolis, em São Paulo, a ordem dada pela 1ª Vara da Justiça Criminal Estadual de Dourados é decorrente de grandes apreensões de cocaína realizadas nos anos de 2022 e 2023, em Dourados, e busca asfixiar o braço financeiro do crime organizado.
O Comando da PMMS se manifestou em nota, confirmou. prisão de um membro da corporação e afirmou tratar-se de “uma conduta isolada, que não representa os nossos valores, mas que será rigorosamente apurado”. A Polícia Militar “não compactua” com esse tipo de comportamento, destaca.
Rota do tráfico
O jornalista Marcos Morandi, do site Midiamax, lembra que as prisões desta semana constituem parte das apreensões de carga de cocaína em 2023, quando a PRF (Polícia Rodoviária Federal) interceptou um carregamento com 446 quilos de cocaína e prendeu o homem que transportava a droga.
Os tabletes de droga foram localizados em um compartimento oculto no tanque do semirreboque do caminhão Volvo/Fh12, carregado com óleo vegetal. A abordagem ocorreu no Km 267, da BR 163. O valor do prejuízo para o tráfico de drogas, na época, foi divulgado como sendo superior a 80 milhões de reais.
A droga, nesses casos, entra no Brasil pelas cidades sul-mato-grossenses de Ponta Porã, quando proveniente da fronteira com o Paraguai, e Corumbá, que faz divisa com a Bolívia. No trajeto, cruza cidades limítrofes, como Capitan Bado, Coronel Sapucaia, Paranhos, Bela Vista Norte, no lado paraguaio e territórios dominados pelo crime organizados, através do PCC que também comanda o contrabando de armas.














