Correligionários não sabiam de agenda de Janja em Campo Grande
A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, desembarcou em Campo Grande nesta quarta-feira (8), para cumprir agenda, e pegou apoiadores de surpresa com a visita. Isso porque a agenda foi divulgada no meio da manhã.
Ao chegar, a primeira-dama visitou o Instituto Tamanduá, que atua na preservação dos tamanduás, preguiças e tatus. O órgão também faz ações de reflorestamento e conscientização sobre a proteção do meio-ambiente.
Ela estava acompanhada da Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e da Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.
Além da visita, Janja participou da reunião ‘Conhecendo as nossas Janes’, onde conversou com mulheres cientistas que estudam animais como tamanduás, antas, ariranhas e araras-azuis. Na ocasião, as cientistas alertaram sobre como as mudanças climáticas impactam na vida das espécies.

Durante a tarde, Janja participa da oficina ‘Vozes do Pantanal’, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). No local ela discute o Pantanal com representantes locais. Apesar de aberto ao público, a imprensa não pôde acompanhar a agenda.
“A questão do meio ambiente é gritante, então essa importância de vir no Estado conversar, alertar sobre a questão do desmatamento, sobre a questão da empregabilidade, sobre a questão da gente ter o crescimento, mas com o social é muito importante”, diz Cleusa Pedrosa, coordenadora do Comitê Impulsor da 2ª Marcha das Mulheres Negras.
Além de Janja, participam Val Eloy Terena, cofundadora da ANMIGA (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade), Vânia Lucia Duarte, da Associação Quilombola e Nathalia Ziolkowsk, da Ecoa.
O foco da oficina é falar sobre as pessoas que empreendem com o bioma Pantanal. “O conhecimento por parte dela em nos conhecer com as nossas particularidades aqui do estado de Mato Grosso do Sul e também, principalmente, os povos indígenas e negros vivem uma questão crucial que é a questão do meio ambiente. Nós temos 22 comunidades quilombolas e a maioria são comunidades rurais que dependem desse meio ambiente”, opina a professora Bartô Catanante.













