Israel realiza maior ataque desde o cessar-fogo e mata 33 civis em Gaza (Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas)

Ofensiva ocorre após ferimentos a soldados israelenses; Conselho de Segurança da ONU aprovou plano de paz apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump

Os ataques aéreos conduzidos pelo Exército de Israel deixaram ao menos 33 mortos em diferentes regiões da Faixa de Gaza, na ofensiva mais violenta desde a assinatura do acordo de cessar-fogo, em outubro.

Israel justificou a agressão afirmando que suas forças atacaram alvos do Hamas em Gaza depois que membros do grupo palestino abrirem fogo contra suas tropas. Nenhum militar israelense ficou ferido. O Hamas negou qualquer participação nesse ataque.

Na agressão, segundo autoridades do principal hospital de Khan Younis, 17 corpos chegaram à unidade, entre as vítimas, estavam cinco mulheres e cinco crianças.

Já na Cidade de Gaza, outros 16 palestinos morreram em bombardeios, incluindo sete crianças e três mulheres.

O Hamas afirma que mais de 300 palestinos foram mortos desde o acordo de cessar-fogo, mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia em 10 de outubro.

Na segunda-feira (17), o Conselho de Segurança da ONU aprovou o plano de paz apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltado à reconstrução de Gaza e à estabilização do cessar-fogo. A resolução teve 13 votos favoráveis e duas abstenções (China e Rússia), sem vetos.

O texto autoriza a entrada de uma força internacional de estabilização com mandato até o fim de 2027. Essa missão será responsável por supervisionar fronteiras, garantir segurança, coordenar ajuda humanitária e conduzir o processo de desmilitarização do território palestino.