Alerta sanitário emitido pela Dinavisa atinge cidade na fronteira com Ponta Porã e reforça risco grave à saúde
A Dinavisa (Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria) emitiu, nesta terça-feira (3), alerta sanitário após identificar a comercialização não autorizada de medicamentos que declaram conter peptídeos na cidade de Pedro Juan Caballero, no departamento de Amambay. O município fica na divisa com Ponta Porã (MS), o que acende o alerta também para consumidores brasileiros que circulam pela região de fronteira.
Segundo a autoridade sanitária paraguaia, os produtos não possuem registro sanitário vigente no país, requisito obrigatório para importação, distribuição e comercialização legal. Por isso, a venda é considerada irregular.
Quais são os produtos
A lista inclui medicamentos comercializados, como pó para solução injetável ou solução injetável em frascos e canetas aplicadoras (tipo “pen”), com as seguintes denominações:
- Evoform research peptides
- Evoform TB-500
- Evoform GLOW BPC 157 + TB 500 + GHK-Cu
- Evoform KISSPEPTIN
- Evoform PEG-MGF
- Evoform GHK-CU
- Evoform ADIPOTIDE
- Evoform BPC 157
- Evoform SEMAX
- Evoform CJC-1295 (DAC)
- Evoform HCG
- Evoform TESAMORELIN
- Evoform SELANK
- Evoform KLOW
- Evoform NAD+
- Bionexis peptides GHK-CU
- ALLUVI Glow GHK-CU
- ALLUVI NAD+ & B12
- NAD+vance
Os fabricantes/importadores citados são Evoform, Bionexis Peptides e Alluvi Healthcare.
De acordo com a própria divulgação comercial desse tipo de substância, os peptídeos têm sido anunciados ou indicados para:
- Emagrecimento e redução de gordura corporal (como o Adipotide);
- Ganho de massa muscular e melhora de desempenho físico (CJC-1295, PEG-MGF);
- Rejuvenescimento, melhora da pele e cicatrização (GHK-Cu, BPC-157);
- Recuperação de lesões musculares e articulares (TB-500, BPC-157);
- Tratamentos hormonais e fertilidade (HCG, Kisspeptin);
- Déficits cognitivos, ansiedade e melhora do foco (Semax, Selank);
- Reposição ou aumento de NAD+, substância associada a terapias de antienvelhecimento e metabólicas.
No entanto, a Dinavisa ressalta que, sem registro sanitário, não há garantia sobre composição, qualidade, segurança ou eficácia desses produtos.
Classificada como incidente de Categoria A – Risco Grave, o Alerta nº 05/2026, de 3 de março de 2026, destaca que não é possível garantir a composição real dos produtos e que eles podem conter substâncias não declaradas ou em concentrações incorretas. Além disso, o uso pode provocar efeitos adversos graves, inclusive com risco de morte, e não há informações validadas sobre dose, preparo ou modo de uso.














