Apoiadores do candidato presidencial colombiano Iván Cepeda (Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez)

O esquerdista Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o direitista Abelardo De La Espriella, já estão confirmados na eleição de maio

Os colombianos vão às urnas neste domingo (8) para definir três candidatos presidenciais e eleger um novo Congresso, no pleito que determina a capacidade do próximo mandatário de aprovar leis e cumprir seu programa de governo.

Os eleitores escolherão entre mais de 3.000 candidatos para 102 senadores e 182 representantes à Câmara, em uma votação que analistas projetam ser fragmentada entre dezenas de partidos. Isso deverá obrigar o próximo presidente — que tomará posse em agosto — a firmar um acordo de coalizão que garanta sua governabilidade.

Paralelamente, cerca de 41,2 milhões de eleitores habilitados poderão participar de uma das três consultas internas nas quais a direita, a esquerda e o centro escolherão seus candidatos presidenciais.

No entanto, os candidatos que lideram as pesquisas, o esquerdista Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o direitista Abelardo De La Espriella, não participarão das consultas e disputarão diretamente a eleição presidencial de 31 de maio.

Denúncias de fraude

Os dias que antecederam as primeiras eleições deste ano no país foram marcados por acusações de fraude feitas a partir do Palácio de Nariño, a residência presidencial, e por refutações da Registraduría Nacional del Estado Civil. O presidente colombiano, Gustavo Petro, advertiu em suas redes sociais sobre um “risco de fraude” devido à continuidade do uso de um software informático para a contagem de votos pertencente a uma empresa privada, cujo acesso independente, segundo ele, foi negado.

Sua declaração foi uma resposta às afirmações do registrador nacional, Hernán Penagos, que afirmou que o processo eleitoral colombiano inclui mecanismos de controle e participação cidadã que descartam essa possibilidade.

Segundo meios de comunicação internacionais, citados pela teleSUR, em 20 de janeiro, sem anúncio público, a Unión Temporal Integración Logística Electoral 2026, que venceu o contrato para realizar as eleições deste ano na Colômbia, solicitou à Registraduría Nacional del Estado Civil que permitisse que uma de suas empresas associadas, Grupo ASD, cedesse sua participação na organização eleitoral pela qual era responsável.

No documento contratual, o Grupo ASD justificou a decisão de forma clara: devido aos questionamentos públicos que enfrenta em Honduras, onde um ex-magistrado do Consejo Nacional Electoral e um ex-candidato presidencial a acusaram de suposta fraude nas eleições presidenciais do país centro-americano no final do ano passado.