Deputados federais e estaduais do PSDB. (Arquivo)

Deputados têm até 4 de abril para definir novos partidos

O PSDB pode perder um dos três deputados federais na janela partidária deste ano e, assim, o partido vai acabar ‘desaparecendo’ em Mato Grosso do Sul, com a saída de quatro dos seis deputados estaduais, até então. O período de mudança de sigla é até 4 de abril, o que aumenta a chance de mais parlamentares desistirem de permanecer no ninho tucano.

Beto Pereira deve se filiar ao Republicanos com o aval do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do governador Eduardo Riedel (PP) para mudança de sigla.

No ano passado, foi combinado entre Beto, Geraldo Resende, Dagoberto Nogueira, Azambuja e Riedel que o trio continuaria no partido. Entretanto, a saída de Beto, que preside o ninho tucano no Estado, volta a mexer no tabuleiro do jogo político.

Ao Jornal Midiamax, Resende afirmou que, se o colega sair, tem de ser dada a mesma chance para ele e Dagoberto. “Se Beto sair, nós dois também devemos ter essa chance, porque foi feito um acordo lá atrás, com nós três, de que permaneceríamos no PSDB.”

Resende diz esperar a decisão para, então, avaliar a possibilidade também de mudança. “Eu sempre disse que gostaria de continuar no PSDB, mas preciso avaliar o convite de outros 8 partidos que recebi.”

Já Dagoberto Nogueira confirmou duas vezes que se mantém no PSDB, mesmo com a possível saída de Beto. “Eu permaneço”, limitou-se a dizer.

Na Alems (Assembleia Legislativa), são seis deputados no ninho tucano, sendo que quatro já anunciaram sua saída: Mara Caseiro, Zé Teixeira, Jamilson Name e Paulo Corrêa.

O partido era a maior bancada da Casa Legislativa. Lia Nogueira e Pedro Caravina ainda avaliam se continuam.