
-UFGD/Ebserh (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).
Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, ainda está prevista na agenda do diretor da FN-SUS, Rodrigo Guerino Stabeli, uma segunda reunião para o início da tarde com representantes das secretarias municipais de saúde de Dourados e Itaporã, que fazem junto com a Sesai desde a semana passada um mutirão de combate a proliferação do mosquito com agentes de endemias percorrendo as casas.
Os detalhes de como será o trabalho da FN-SUS devem ser divulgados no final da tarde por Stabeli, em uma coletiva de imprensa prevista para as 16h na sede do HU-UFGD/Ebserh.
A Força Nacional atua em resposta a situações de emergência em saúde pública, com emprego de ações humanitárias relacionadas ao fornecimento de assistência especializada, apoio técnico e logístico, atendimento médico e diagnóstico situacional.
Para além das consequências da epidemia na rede de saúde, também há impactos sociais. Nesta quarta-feira, dia 18, por exemplo, não teve aulas em quatro escolas estaduais e municipais da aldeia Jaguapiru, depois que lideranças indígenas produziram um documento relatando a quantidade de alunos e educadores de atestado. Na aldeia Bororó, as atividades seguem nas instituições educacionais.
FORÇA-TAREFA
A equipe do programa federal que pode ser acionada por qualquer esfera de governo, integra no município uma ação de cooperação que inclui também a Sesai e HU-UFGD/Ebserh, com atendimentos iniciados nesta terça-feira, dia 17.
São médicos, enfermeiros, residentes de saúde indígena e farmacêuticos em uma estrutura que funciona como uma espécie de ambulatório itinerante montado na quadra da Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru.
Eles fazem a triagem e em caso de suspeita de Chikungunya, é realizada a notificação, coleta de exames para exames para diagnóstico, medicação e entrega de remédios para continuidade do tratamento em domicílio. Em casos mais graves, os adultos são encaminhados para o Hospital da Missão e as crianças para o PAP-R (Pronto Atendimento Pediátrico Referenciado) do HU-UFGD/Ebserh.
MUTIRÃO
Além da força-tarefa para atender quem já está com a doença, também é feita uma ação de prevenção desde a semana passada por agentes de endemias das prefeituras de Dourados e Itaporã, junto com a Sesai e o Estado, direcionada a eliminação de focos de proliferação do mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti.
Cerca de 90% dos focos encontrados durante a ação, estão em caixas d’água onde a comunidade armazena água para beber, se alimentar e fazer higiene, devido à falta de rede de abastecimento. As larvas também são frequentemente achadas em acúmulo de lixo, visto que também não há coleta nas casas.
QUATRO MORTES
De acordo com dados do Informe Epidemiológico Diário de Monitoramento divulgado nesta quarta-feira, são 692 casos notificados de Chikungunya na Reserva, sendo que 74 foram descartados, 217 confirmados e 401 permanecem em investigação.
O estudo elaborado pela Sesai e Governo do Estado, ainda apontam que, pelo menos, 90 pessoas com suspeita precisaram de atendimento hospitalar e três das internadas tiveram casos confirmados. Quatro pessoas morreram.
Essa estatística é resultado do cruzamento de dados provenientes de múltiplos sistemas de informação em saúde.
Conforme divulgado pelo Governo do Estado, a Reserva tem atualmente 21 mil indígenas e quatro unidades básicas de saúde com seis equipes. Os postos são administrados pela Sesai, sendo dois em cada aldeia.












