Vander Loubet é deputado federal pelo PT em Mato Grosso do Sul. (Reprodução, Divulgação)

Deputado ressaltou que aumento determinado após protestos é o piso do Governo Federal

Deputado federal por Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT) defendeu o aumento para os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A sexta-feira (12) foi marcada por paralisação das atividades dos educadores. Assim, o parlamentar afirmou que o reajuste é equivalente ao piso nacional aprovado pelo Governo Lula (PT) e disse que os valores atuais em Campo Grande são “uma vergonha”.

Durante a manifestação, 87 escolas municipais da Capital foram fechadas. O grupo de educadores cobrou o reajuste de 5,4% do Piso 20h.

“Vamos ser claros: esse aumento de 5,4% é o piso nacional que o governo Lula reajustou para todos os professores do Brasil. Pela regra velha, o professor ia receber 0,37%, uma vergonha”, lembrou o deputado.

Portanto, Loubet disse que “foi o governo federal que mudou a lei para garantir ganho real, acima da inflação”. O deputado também afirmou que a Prefeitura assinou a aplicação desse reajuste em 2025. “Agora alega inviabilidade financeira para cumprir o que acordou.”

Vander declarou que “a Prefeitura não está dando nada do bolso, está sendo cobrada para aplicar um direito que já foi estabelecido”.

Fundeb

Além disso, Vander pontuou que o salário do professor municipal é feito por composição. “Quem paga o professor da rede é a Prefeitura, mas com o Fundeb, que é um fundo com dinheiro de município, estado e União juntos.”

Então, disse que “aplicar o piso não é favor, é obrigação legal. A gestão assinou o compromisso em 2025 e acordo assinado se cumpre, não se rasga”.

O deputado federal ressaltou que as conversas avançaram, mas não houve acordo. “A Prefeitura mantém a alegação de impacto financeiro e de equilíbrio fiscal para não aplicar o reajuste, enquanto os professores cobram o cumprimento da lei.”

Por fim, Vander comentou que “a ACP marcou assembleia geral para a próxima segunda-feira, quando a categoria vai avaliar o resultado das tratativas e decidir se a mobilização avança para greve por tempo indeterminado”.