
Documento enviado ao STF relata aumento das crises e necessidade de reforço na medicação
Jair Bolsonaro (PL) apresentou agravamento das crises de soluço nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, segundo o G1, aponta que a intensidade dos episódios levou a equipe médica a reforçar a administração de medicamentos para tentar controlar os sintomas.
De acordo com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico, foram necessárias doses extras dos remédios utilizados no tratamento, alcançando o que o relatório descreve como o “limite terapêutico de segurança”.
A atualização foi enviada à Corte como parte do monitoramento do estado de saúde do ex-mandatário, que cumpre prisão domiciliar por razões de saúde. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista.
Novos exames são previstos
O relatório destaca que a persistência dos soluços exige uma investigação mais aprofundada para identificar possíveis causas associadas ao quadro. Por essa razão, Bolsonaro deverá passar por uma série de exames especializados.
Entre os procedimentos previstos estão a endoscopia digestiva alta, a manometria esofágica de alta resolução e a pHmetria gástrica. Os exames têm como objetivo avaliar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e verificar a existência de esofagite crônica, condições que podem contribuir para a recorrência dos sintomas.
Equipe médica busca ajustar tratamento
Segundo o documento, os resultados das avaliações serão utilizados para orientar possíveis mudanças na estratégia terapêutica. A intenção é identificar fatores que possam estar dificultando a melhora clínica e, assim, aperfeiçoar o tratamento adotado. Os médicos afirmam que o quadro demanda acompanhamento contínuo, sobretudo diante da frequência das crises registradas nos últimos dias.
Estabilidade cardíaca e queixas persistentes
Apesar da piora dos soluços, o relatório informa que Bolsonaro permanece estável do ponto de vista cardiológico, com pressão arterial controlada. Por outro lado, a equipe médica registrou queixas recorrentes de fadiga e cansaço durante esforços moderados. O ex-presidente também relatou episódios de oscilação no equilíbrio corporal, sintomas que seguem sendo acompanhados pelos profissionais responsáveis por seu tratamento.












