Ex-chanceler afirma que as ações desastrosas do governo criam uma péssima imagem do Brasil internacionalmente e que até o presidente dos Estados Unidos “já tenta se dissociar de Bolsonaro”. “O Brasil está sendo visto como uma ameaça mundial”, ressalta ele

O ex-chanceler Celso Amorim, em entrevista concedida à TV 247, considera que as ações desastrosas do governo brasileiro no combate à pandemia e os escândalos ambientais criaram uma péssima imagem do Brasil internacionalmente e que até o presidente dos Estados Unidos, “Donald Trump, já tenta se dissociar de Bolsonaro”, blindando sua imagem na disputa das eleições presidenciais. 

“O Brasil está sendo visto como uma ameaça mundial. O governo atua nocivamente em relação ao clima, em relação ao coronavírus, aos povos indígenas”, ressalta. 

Ele ainda dá um exemplo de como o brasileiro será penalizado por conta da imagem negativa. “A elite, que gosta de viajar para Congressos, ir à Europa, encontrará muitas dificuldades de retornar ao continente, pois hoje o país é visto como uma ameaça mundial”. 

Amorim refere-se às medidas de proibição de brasileiros que por ventura queiram entrar no continente, tendo em vista que o país transformou-se no epicentro da pandemia e grande propagador do vírus. 

O contraponto: Argentina 

Em contraponto ao desastre do governo Bolsonaro, o chanceler considera que o presidente da Argentina, Alberto Fernández,  está governando “muito bem e contando com grande apoio popular”. 

“Teve um dia que o Brasil registrou 1.400 mortes e Argentina apenas 12 mortes, é uma ilustração mais eloquente do quanto nós erramos. O governo argentino privilegiou a vida, enquanto nós vivemos essa situação. Nós perdemos essa batalha”, lamenta. 

Fonte: Brasil 247