Descoberta descrita por Alois Alzheimer e batizada por Emil Kraepelin em 15 de julho de 1910, enfermidade mobiliza uma revolução científica com novos medicamentos, biomarcadores e estratégias de prevenção
Em 15 de julho de 1910, o psiquiatra alemão Emil Kraepelin publicou a oitava edição de seu tratado Psiquiatria Clínica e deu oficialmente o nome de “doença de Alzheimer” à enfermidade descrita alguns anos antes por seu colega Alois Alzheimer. Mais de um século depois, a doença permanece como a principal causa de demência no mundo, afetando dezenas de milhões de pessoas, mas os avanços científicos das últimas décadas começam a mudar o horizonte para pacientes e familiares.
Quando Alois Alzheimer examinou o cérebro de sua paciente Auguste Deter, falecida em 1906 após apresentar perda progressiva da memória, alterações de comportamento e dificuldades cognitivas, identificou alterações microscópicas inéditas: placas de proteína beta-amiloide e emaranhados da proteína tau. A descoberta inaugurou um dos campos mais importantes da neurologia moderna e abriu caminho para décadas de pesquisas sobre os mecanismos da degeneração cerebral.
Hoje, estima-se que mais de 55 milhões de pessoas vivam com algum tipo de demência no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo a doença de Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. Com o envelhecimento acelerado da população global, esse número deverá crescer significativamente nas próximas décadas, tornando a doença um dos maiores desafios da saúde pública do século XXI.













