A recém-nascida Ayla, localizada na madrugada deste domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, já está de volta ao Brasil. Após ser resgatada pelas autoridades paraguaias, a bebê foi repatriada e encaminhada para uma instituição de acolhimento em Ponta Porã.
Ayla tinha apenas 28 dias quando desapareceu em Campo Grande. Antes da repatriação, ela foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde passou por exames e avaliação médica.
Os resultados indicaram que a recém-nascida está saudável. Depois dos procedimentos, a repatriação foi realizada com participação do consulado brasileiro no Paraguai e a criança atravessou a fronteira.
Em Ponta Porã, Ayla ficará provisoriamente em uma instituição de acolhimento. A definição sobre quem ficará responsável pela guarda deverá ocorrer após avaliações do Conselho Tutelar e da Polícia Civil.
O rastreamento de sinais telefônicos foi fundamental para que as autoridades chegassem ao endereço onde Ayla estava em Pedro Juan Caballero.
No imóvel foram encontrados os brasileiros Weliton Aparecido e Suzilaine Costa. Os dois foram presos em flagrante pelas autoridades paraguaias.
A operação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz, com participação do Comando Bipartite e de agentes do Ministério Público, em cumprimento a uma ordem expedida pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón.
Além das prisões, foram apreendidos telefones celulares, documentos e um veículo Lifan azul. O material deverá contribuir para o avanço das investigações sobre o desaparecimento da criança e a participação de outras pessoas no caso.
A localização da recém-nascida foi resultado do intercâmbio de informações entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e as autoridades paraguaias, dentro dos mecanismos de cooperação existentes na região de fronteira.
Bebê desapareceu em Campo Grande
Ayla estava desaparecida desde quinta-feira (7), em Campo Grande. Conforme informações registradas na ocorrência, a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, teria conhecido uma mulher pela internet ainda durante a gestação.
A aproximação teria ocorrido inicialmente sob a promessa de realização de um ensaio fotográfico. Posteriormente, segundo o relato apresentado à polícia, houve uma proposta para que a adolescente cuidasse de uma criança em troca de R$ 100.
A jovem e a irmã, de 13 anos, foram até uma residência e, durante a madrugada, acabaram deixadas sem Ayla nas proximidades de uma área de mata na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.
A partir do desaparecimento, a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) iniciou as investigações e passou a contar com apoio de outras forças de segurança, inclusive na região de fronteira.
Diante da gravidade do caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também acionou o Alerta Amber para ampliar a divulgação e auxiliar na localização da recém-nascida.













