Credito: Hédio Fazan/Dourados News

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (9/2) mostra que o valor da cesta básica teve leve aumento de 0,26% em Dourados, no mês de janeiro. O levantamento feito pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica de Dourados, do curso de Ciências Econômicas da FACE- Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)- faz comparativo entre os valores encontrados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021 (com dados colhidos na última semana do mês de janeiro e primeira de fevereiro de 2021).

Para comprar os produtos que compõem a cesta básica, o trabalhador douradense precisa desembolsar R$ 569,97, o que representa 51,73% do salário mínimo vigente que figura em R$ 1.100. 

Conforme o levantamento, dos 13 produtos que compõem a cesta básica (açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate), oito apresentaram aumento de valor, sendo o tomate com o maior aumento chegando a 38,19%; o café com 12,56%; a margarina com 8,61% de elevação de preços, o açúcar com 3,09%, a farinha de trigo com 2,76%;aa batata com 1,60%, o leite com 1,21% de aumento e com uma pequena elevação de preços o feijão com 0,63%.

Os produtos que apresentaram queda nos valores foram a banana, -9,05%, o óleo de soja, -5,71%, a carne, – 4,26%, o pão francês, -1,33% e o arroz, – 0,47%. 

O levantamento ressalta que com o aumento dos preços dos produtos da cesta, a orientação é que os consumidores douradenses façam pesquisa de preços nos supermercados da cidade. A diferença do preço da cesta básica nos estabelecimentos varia entre R$ 514,14 a R$ 656,64, uma diferença de R$ 142,50, ou seja, 21,70% menor.  

No comparativo com a capital de Mato Grosso do Sul, em que o preço da cesta figurou em R$ 578,62,a cesta em Dourados custa um pouco menos. 

No contexto nacional, o maior preço da cesta encontrado em janeiro foi registrado em São Paulo, com R$ 654,15, seguido por Florianópolis (Santa Catarina) com R$ 651,37 e a terceira capital com maior preço da cesta o foi Rio de Janeiro com R$ 644,00. 

O valor da cesta do mês de janeiro teve um aumento em 13 das 17 capitais do país. 

Já os menores preços da cesta no período foram encontrados na capital do Estado da Paraíba, João Pessoa com R$ 471,87, Natal (Rio Grande do Norte) com R$ 454,49 e com o menor preço da cesta básica do país no mês referido foi registrado em Aracaju (Sergipe) com R$ 450,84. Observamos que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país, fato este que se repete desde o início da pesquisa. 

Os dados mostram ainda que com base na determinação da Constituição Nacional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, é calculado o valor estimado mensalmente para que de fato essas necessidades fossem supridas.

Com isso, foi  avaliado que em janeiro de 2021, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 5.495,52, isso significa 5 vezes mais do que o mínimo vigente que foi de R$ 1.100,00. 

Fonte: Dourados News