Quatro pessoas responsáveis pela morte de um bebê de 9 meses, foram presas nesta quinta-feira 05 de agosto. Numa aldeia, no município de Miranda- MS. Todos responderam por homicídio qualificado.

O mandado de prisão foi expedido após o trabalho de investigação feito pela Polícia Civil. A operação que recebeu a denominação: “Operação Magia Negra”.

Os pais da criança de 33 e 34 anos e dois curandeiros foram presos e serão indiciados pelo crime de homicídio qualificado pelo meio cruel – Quando cometido com emprego de veneno, fogo, asfixia, tortura ou outro meio dissimulado.

Recorde o Caso

O crime aconteceu em fevereiro deste ano, quando os pais da o menino o levaram ao Hospital Regional de Aquidauana, já sem vida. Segundo a equipe médica, a criança apresentava diversas lesões e queimaduras pelo corpo, todas circuladas com tinta vermelha e cobertas por uma espécie de pó preto.

Eles alegaram que o bebê estava com “sapinho” e que ainda estaria viva, entretanto, foi constatado que não haviam indícios de sapinho e a criança já estaria morta há pelo menos 40 minutos.

O fato que causou estranheza é que, após a notícia do óbito, os pais e parentes reagiram com extrema frieza, sem reação compatível com o falecimento de um filho, levantando suspeitas de que já sabiam que a criança estava morta. O laudo necroscópico concluiu que a criança faleceu de infecção generalizada, provavelmente decorrente da lesão na inguinal.

Após investigações, os pais confessaram que levaram o filho de nove meses a uma dupla de curandeiros locais. A criança foi submetida a procedimentos espirituais durante quatro dias seguidos, num local chamado “santuário”.

Informaram que as lesões no corpo surgiram após os rituais e que a mancha de pó preto e tinta vermelha também são oriundas destes procedimentos, que duravam aproximadamente 1 hora.

Um dos curandeiros também informou que fizeram os procedimentos ritualísticos (simpatias) com a criança, para promover sua “cura”. Relatou que, de fato, realizaram as queimaduras de cigarro e cinzas de cigarro quentes, invocando entidades espirituais.

Quando o bebê começou a apresentar febre e inchaço abdominal, sendo levada para uma segunda curandeira, conhecida por realizar rituais satânicos e magia negra. Onde os pais foram orientados pela mesma a levar para o médico, pois ela não poderia fazer mais nada para salvar a criança.

Fonte: Dourados Agora