Autoridade de saúde diz que amazonenses não respeitam isolamento social e, quando ficam doentes, demoram para procurar médico

O governo do Amazonas culpou a população pela recente alta no número de infectados e mortos por coronavírus no estado. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (9), as autoridades de saúde afirmaram que os amazonenses não respeitam o isolamento social e, quando ficam doentes, demoram para procurar atendimento médico.
“Esses idosos ou essas pessoas que têm comorbidade estão chegando muito tarde às unidades. Muitas vezes, estão chegando em um estágio irreversível. Por isso, estamos tendo tantos óbitos”, afirmou Rosemary da Costa Pinto, diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde.
Em 24h, o número de mortes por coronavírus no Amazonas saltou 33%, passando de 30 para 40 mortes nesta quinta. Os casos confirmados somam 899, sendo 89% na capital, Manaus. Proporcionalmente, o Amazonas lidera no país, com 19,1 casos de Covid-19 confirmados a cada 100 mil habitantes.
“Para evitar transmissão de Covid, é necessário isolamento social, que as pessoas não se exponham ao vírus saindo de casa. Enquanto continuarmos com essa alta taxa de pessoas na rua, vamos continuar tendo, infelizmente, a maior incidência do país”, completou.
Desde que comunicou estar com 95% dos leitos de UTI ocupados, na segunda (6), o estado parou de informar este dado.
Na quarta (8), o governo do Amazonas trocou o comando da Secretaria de Saúde, nomeando a biomédica Simone Papaiz, que era secretária de Saúde de Bertioga, cidade do litoral paulista. A mudança foi criticada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta: “precisamos de pessoas que estejam habituadas com a rede para que não tenha que começar tudo do zero”.
Fonte: Revista Fórum













