No mesmo dia, John Bolton e Naftali Bennett publicaram artigos falando em usar a “força militar direta” para “derrubar o regime maligno do Irã”
Embaixador dos Estados Unidos e ex-conselheiro de segurança nacional do governo Trump, John Bolton, e o ex-primeiro-ministro de Israel Naftali Bennett publicaram artigos no The Telegraph e Wall Street Journal, respectivamente, nesta quinta-feira (28) incitando uma guerra contra o Irã, falando em usar “força militar direta” para “derrubar o regime maligno” daquele país.
Bolton citou um drone supostamente lançado pelo Irã no último dia 23 que atingiu um navio mercante afiliado a Israel no Oceano Índico. “Teerã negou o ataque ao Oceano Índico”, lembrou. “Contudo, logo depois do Natal, o Irã cometeu a clássica ‘gafe de Washington’ – ou seja, dizer a verdade acidentalmente – quando o Corpo da Guarda Revolucionária teria descrito o ataque bárbaro como ‘um dos atos de vingança pelo assassinato do General [Qassem] Soleimani por os EUA e os sionistas'”.
“A verdade crítica aqui é que o Irã cometeu diretamente um ato de guerra”, classificou, antes de pregar uma guerra contra o país, culpando o Irã pelo ataque do grupo armado Hamas que iniciou um novo conflito com Israel em 7 de outubro. “A administração Biden, grande parte da comunicação social e os propagandistas do Irão provavelmente continuarão a ignorar a realidade de quem está no comando deste conflito. Mas crescem inexoravelmente as provas de que o 7 de outubro teve como objetivo tirar sangue judeu para implementar a estratégia do ‘anel de fogo’ de Soleimani, com o Irã pressionando Israel em múltiplas frentes, dirigindo operações através de terroristas e atores estatais que armou, treinou e financiou. Teerã não se sente suficientemente pressionado para restringir os seus substitutos dispensáveis, provando que o Ocidente não estabeleceu condições de dissuasão, potencialmente arrefecendo o conflito. A Casa Branca e os seus estenógrafos mediáticos repetem incessantemente que não querem que as actuais hostilidades se espalhem, mas a não estratégia de Biden, baseada na esperança, não terá sucesso. Só se Israel, a América, a Grã-Bretanha e outros mostrarem que possuem a determinação e a capacidade para impor custos significativos ao Irã, como punição pela sua agressão, é que persuadirão os aiatolás de que prosseguir irá trazer-lhes uma dor intolerável. Muito provavelmente, apenas a força militar direta, aplicada contra alvos críticos dentro do Irã, imporá tais custos, provando a Teerã que calculou mal não só em relação a Israel, mas em relação ao presidente Biden e ao Ocidente em geral”.
O jornalista Ben Norton classificou os textos de Bolton e Bennett como “chamados coordenados para a guerra”.
Neoconservative war criminal John Bolton (who was Donald Trump's national security advisor and was one of the architects of the Iraq War under George Bush) just published an article in the British conservative media calling for the US, Israel, and UK to bomb Iran pic.twitter.com/46M8HOpNm0
— Ben Norton (@BenjaminNorton) December 29, 2023
On the same day that John Bolton published an article calling for war on Iran, Israel's former prime minister Naftali Bennett did the same in the Wall Street Journal, insisting the US and Israel must attack and overthrow Iran's independent government.
— Ben Norton (@BenjaminNorton) December 29, 2023
Coordinated calls for war pic.twitter.com/O1sF4gU846













