Dmitry Medvedev e Emmanuel Macron (Foto: Sputnik/Yulia Zyryanova/Pool via Reuters | Reuters/Eva Korinkova)

Ex-presidente da Rússia afirmou que a presença de tropas francesas na Ucrânia seria vista como uma intervenção estrangeira e que sua eliminação seria uma prioridade

A tensão entre Rússia e França atingiu um novo nível após declarações do ex-presidente russo Dmitry Medvedev, sobre a possível presença militar francesa na Ucrânia. Medvedev afirmou que eliminar as forças francesas na região não seria uma tarefa difícil para a Rússia, mas representaria uma derrota humilhante para Paris.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa destacou que a presença de tropas francesas na Ucrânia seria vista como uma intervenção estrangeira e que sua eliminação seria uma prioridade e uma questão de honra para as Forças Armadas Russas. Medvedev também alertou que seria impossível para a França esconder as mortes em massa de seus soldados profissionais, gerando indignação entre os parentes e a oposição interna.

Segundo a TASS, as declarações de Medvedev surgem após o diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira Russo (SVR), Sergey Naryshkin, revelar que a França estava preparando um contingente militar para ser enviado à Ucrânia, com cerca de dois mil soldados inicialmente. Naryshkin também apontou que militares franceses têm atuado de forma não oficial na região, com alguns já tendo sido mortos ou feridos.

A presença militar francesa na Ucrânia levanta preocupações sobre a escalada do conflito na região e a resposta da Rússia a essa intervenção estrangeira. O governo francês ainda não respondeu oficialmente às declarações de Medvedev, mas a situação continua a gerar tensões diplomáticas entre os dois países.

A França, por sua vez, enfrenta o desafio de lidar com o aumento das perdas entre seus militares, enquanto tenta manter a situação sob controle para evitar protestos populares.

Leia abaixo a íntegra da postagem de Medvedev no X, antigo Twitter:

Na verdade, seria útil para a causa que os franceses agitados enviassem alguns regimentos para a Neonazilândia. Seria muito problemático esconder um número tão grande de tropas e, portanto, a destruição sistemática delas não seria a tarefa mais difícil, mas sim a mais importante.

Mas que coisa boa, por outro lado! Com tantos caixões chegando à França de um país estrangeiro, seria impossível esconder a morte em massa de soldados profissionais. Além disso, não seria mais possível se esconder atrás da desculpa de que, por exemplo, os mercenários escolhem seu próprio destino e modo de vida. Esses infelizes se tornarão combatentes integrais do contingente de intervenção. Sua destruição será uma prioridade e uma tarefa gloriosa para nossas forças armadas.

Porém, para os galináceos do governo francês, isso equivalerá à guilhotina. Eles serão retalhados por pais furiosos e membros da oposição raivosa, a quem foi feito acreditar que a França não estava em guerra com a Rússia. E será uma boa lição para outros cretinos agitados da Europa”.