Todo o corpo docente foi homenageado, totalizando 76 professores – Divulgação/UEMS

Aconteceu na última sexta-feira, dia 21, no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a solenidade em comemoração aos 10 anos do curso de medicina. O evento reuniu autoridades, corpo docente, técnicos e acadêmicos que falaram sobre a evolução do curso e dos desafios vencidos ao longo dessa década.

Para o reitor Laércio de Carvalho, a evolução do curso é fruto do trabalho árduo dos professores, técnicos e alunos. “ No começo do curso a nota de corte era a 14ª maior do país, hoje é a 7ª e isso mostra o quanto o curso progrediu. A nossa expectativa agora é que o curso atenda o interior com avanços em pesquisa e extensão com a telemedicina para se tornar um curso de excelência no âmbito nacional e internacional”, destacou.

Para o coordenador do curso, Profº. Dr. Reanto Arruda, a palavra-chave para comemorar os 10 anos de existência da medicina na UEMS é gratificação, tanto pessoal quanto profissional, isso porque a faculdade está consolidada. “ O curso nasceu sem estrutura, enfrentou dificuldades como falta de material anatômico para aulas práticas, pandemia, falta de professores e apesar de tudo isso cresceu, evoluiu e hoje é um dos cursos mais disputados do Brasil”, afirmou.

O coordenador disse ainda que, o projeto pedagógico do curso contempla a formação em habilidades de comunicação, contribuindo para a formação humana do profissional.

A Pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, Profa. Dra. Erika Kaneta Ferri, enfatizou os desafios vencidos e consolidação de uma pedagogia que valoriza a saúde indígena, a interiorização e o conceito ampliado de saúde.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), José Eduardo Baroneza, enfatizou o atual projeto pedagógico usado pela Instituição na medicina valorizando a curricularização da extensão e valorizando a saúde dos povos tradicionais, carentes de médicos em suas aldeias.

Acadêmicos

A faculdade de medicina da UEMS tem hoje 280 acadêmicos e um corpo docente com 76 profissionais da educação. Todos foram homenageados durante o evento. De acordo com os alunos, os professores além de transferir conhecimento, fazem a diferença na vida de cada estudante, contribuindo com um futuro melhor.

A acadêmica Andria Leonel Arruda, do 3º ano, disse que a metodologia ativa do curso, estimula o aprendizado baseado em problemas, isso facilita a absorção do conteúdo. “Nós temos aulas práticas desde o primeiro ano e isso facilita a interação com o paciente, ou seja, vivenciamos o dia a dia profissional”, ressaltou.

Da mesma opinião compartilha a acadêmica do 4º ano, Rafaela Tancredi Andrade. Segundo ela, a prática nos primeiros anos da faculdade, exercendo habilidades médicas no Hospital Regional, permite um entrosamento maior entre o médico e o paciente, e isso faz parte da humanização da saúde. “Nós temos interação, ensino, serviço e comunidade como método de instrução. Outra coisa importante que o curso oferece é uma disciplina sobre habilidade em comunicação, linguagem e gestão, para polir, refinar o profissional médico”, salientou.
O Curso

Criada em 2014 pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), o curso de medicina da UEMS foi o primeiro do Brasil constituído com cotas destinadas a indígenas e negros. A implantação foi em 2015, inicialmente com 48 acadêmicos. Hoje é um dos mais disputados do país, ocupando o sétimo lugar no ranking das maiores notas de corte entre as universidades brasileiras.

Também compuseram a mesa, a presidente do Conselho Estadual de Educação, Celi Corrêa Neres, o secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, Pró- reitor de ensino Prof. Dr. Walter Guedes, coordenador geral de educação em saúde, Dr. Cyro Mendes e a gerente da unidade UEMS/CG Jaqueline Moreira Jurado.