O Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), apontado pelo EB (o Exército Brasileiro) como uma forma de implantação de moderna tecnologia nesse setor, através da base instalada em Dourados, caminha a passos lentos, 13 anos depois de anunciado como principal mecanismo de defesa das fronteiras brasileiras.
Em 2024, o Escritório de Projetos do EB confirmou que a execução orçamentária do programa foi de 2,86%, perfazendo um total acumulado de 19,75% em relação ao previsto, verificados a partir do total liquidado no ano passado em relação ao valor planejado do programa, que prevê R$ 15,1 bilhões até 2040.
Em 2023, ao assumir o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, no Rio de Janeiro, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda com a presença do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, quando anunciou investimentos de R$ 53 bilhões no eixo Defesa, citando o Sisfron entre os nove contemplados no programa.
Equipar o Exército com meios necessários para o monitoramento e o controle da faixa de fronteira terrestre brasileira, com o apoio de sensores, processadores e atuadores, entre outros meios tecnológicos, era o que se previa para implementar o Sisfron. De lá pra cá não há informações se essas medidas foram adotadas na prática.
O projeto, iniciado em 2012 pelo Exército Brasileiro, previa a implementação de um conjunto integrado de recursos tecnológicos – como sistemas de vigilância e monitoramento, tecnologia da informação, guerra eletrônica e inteligência – num prazo de dez anos.
Além de ampliar a capacidade de monitoramento, mobilidade e presença na faixa de fronteira, o Sisfron se propunha a contribuir para a maior integração regional, entre órgãos do governo brasileiro com os países vizinhos.














