A 14ª edição da Jornada de Iniciação à Pesquisa da Embrapa (a Jipe) reuniu acadêmicos de instituições de ensino, estagiários e bolsistas na Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, durante os dias 27 e 28. Uma palestra com tema “O que o mercado de trabalho espera de um profissional”, ministrada pelo gerente comercial da Copagril da Grande Dourados, Bruno Abadio Rodrigues Farias, convidou os estudantes a refletirem sobre as competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A Jipe é organizada por uma comissão interna da Embrapa Agropecuária Oeste, presidida pelo analista Alexandre Roese e neste ano teve como objetivo promover a troca de experiências e conhecimentos entre a equipe da pesquisa da Unidade, profissionais do setor e estudantes.

Segundo o presidente da Comissão, todos os anos, na Jipe, a Comissão busca trazer palestras que agreguem valor à formação dos estudantes, seja na carreira científica ou na assistência técnica, que é o principal objetivo da formação em ciências agrárias.

“Conversar com profissionais do mercado é uma oportunidade única para os estudantes entenderem os desafios da carreira e se prepararem para atuar de forma competitiva”, afirma Roese. Ele complementa:

“As cooperativas têm um relacionamento muito estreito com os produtores rurais, pois são formadas por estes. Assim, conversar com um gestor de cooperativa sobre o mercado de trabalho é uma oportunidade imperdível para os estudantes, independentemente da carreira que seguirão após sua formação acadêmica”.

Durante a palestra, Farias enfatizou que o mercado de trabalho valoriza, de forma consistente, três pilares: conhecimento técnico sólido para exercer a profissão, comprometimento e qualificação contínua. Ele destacou que, apesar das mudanças trazidas pela pandemia, a essência das expectativas se mantém, “mas agora o preço e a parte técnica passaram a ter peso ainda maior nas decisões de contratação”, disse ele.

Entre as habilidades comportamentais consideradas essenciais para quem está iniciando a carreira, o palestrante citou comunicação, relacionamento, proatividade, resiliência, empatia e trabalho em equipe. Como dica prática para os acadêmicos, recomendou cultivar relacionamentos no meio profissional e buscar conhecimento constante sobre o mercado.

Ao falar sobre diferenciais para quem atua em áreas tecnológicas e no campo, Farias ressaltou que em áreas mais tecnológicas ganham destaque sistemas, planilhas e inteligência artificial, enquanto no setor agrícola é fundamental dominar aspectos como fertilidade do solo e manejo de plantas daninhas.

Durante a apresentação, ele compartilhou detalhes sobre a rotina de um consultor de vendas em cooperativas e distribuidoras, reforçando a importância de definir com clareza a área de atuação desejada, seja pesquisa, área comercial, marketing, para alinhar o aprendizado acadêmico às demandas reais das empresas.

Segundo Harley Nonato de Oliveira, chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, a Jornada de Iniciação à Pesquisa da Embrapa é uma das ações da Unidade voltadas a estimular a integração entre o meio acadêmico e o setor produtivo. Ele também destacou “o esforço, o tempo e a dedicação da comissão organizadora da Jornada, assim como dos avaliadores e do palestrante”.

Para o chefe-geral, tudo começa com o estágio, “que leva à condição de bolsista e abre outras portas. Vocês que buscaram o estágio e a bolsa de iniciação científica aqui na Embrapa Agropecuária Oeste já demonstram uma visão diferente, que vai além das fronteiras da própria instituição de ensino. Aproveitem a oportunidade da Jipe para falar e interagir”, concluiu.

douranews